Capitão da Argentina destaca a crença e o percurso dos campeões do mundo nos últimos quatro anos
Lionel Messi realçou a vitória da Argentina sobre a Inglaterra (2-1), nas meias-finais do Mundial 2026, destacando que a «albiceleste», acima de tudo, foi «melhor» do que o adversário, em resposta aos críticos que diziam que os argentinos chegaram longe porque estavam no lado mais fácil e porque foram beneficiados pela FIFA. A alma que os campeões do mundo deixaram em campo também esteve nas palavras do seu capitão.
Sobre a reviravolta em Atlanta
«Nós, os argentinos, somos assim, queremos sempre mais, pedimos sempre mais. E se tivéssemos perdido contra a Inglaterra, havia gente que ia dizer alguma parvoíce e não demos hipótese. Tivemos a sorte de ganhar porque sabíamos que, quanto ao futebol, éramos melhores do que eles. Mas jogam-se muitas coisas quando é uma partida desta magnitude, em que acontecem coisas da história, mas sem que se as traga para o futebol. Mas não deixa de ser especial por tudo o que significa e tínhamos de ganhar.»
Terceira final consecutiva para Messi
«Todas as finais são especiais. É muito bonito viver tudo outra vez. É uma loucura o que este grupo conseguiu, duas finais do mundo consecutivas. A nível pessoal, jogar três finais do Campeonato do Mundo é algo que poucos futebolistas conseguiram. Mais ainda pela forma como decorreu o Mundial, como foi o jogo de hoje e por termos vencido o adversário que vencemos. Aconteceram coisas incríveis.»
Percurso sensacional na defesa do título
«Que as pessoas continuem a desfrutar. Somos campeões do mundo, somos os melhores do mundo nestes quatro anos, doa a quem doer e digam o que disserem. Isto demonstra que o que fizemos não é por acaso e que ninguém nos ofereceu nada.»
Vitória mais especial por ser a Inglaterra
«Apesar de termos dito que era apenas um jogo de futebol, creio que no hino começámos a sentir coisas diferentes, especiais. Ninguém queria perder e o povo argentino queria esta alegria, não queria perder contra a Inglaterra. Graças a Deus, conseguimos, deixámo-los de fora e vamos jogar outra final do mundo.»
Resiliência e fé
«Havia muita gente que não confiava neste grupo, mas eu nunca deixei de acreditar. Sei do que estes rapazes são capazes e que, quando estamos juntos, tiramos forças de onde não temos. Este grupo compete sempre no máximo.»
«Finalíssima» frente à Espanha, campeã da Europa
«É uma seleção enorme, com grandes jogadores, com jogo, uma seleção onde os jogadores estão juntos há muitos anos a jogar desta maneira. Já os defrontei, continuo a acompanhá-los, especialmente os do Barça. Vai ser um jogo especial, é uma final do Campeonato do Mundo, imagino que vai ser muito equilibrada.»
