Diego Junior: «Para o meu pai, o Inglaterra-Argentina não seria mais um jogo»

14 jul, 12:04
Diego Maradona Júnior (ANDREAS SOLARO/AFP)
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Filho de Maradona fez uma antevisão especial da segunda meia-final do Mundial 2026 que vai ser transmitido em direto na TVI

Diego Armando Maradona Sinagra, um dos cinco filhos legítimos de Diego Maradona, considera que o duelo da Argentina com a Inglaterra, marcado para quarta-feira, não seria «apenas mais um jogo» para o pai cuja carreira ficou eternamente marcada pela histórica vitória sobre os ingleses no Mundial de 1986, no México, em que o antigo craque marcou o golo da «mão de Deus» e o «golo do século».

O decisivo jogo que vai definir o segundo finalista do Mundial de 2026 está marcado para as 20h00 de quarta-feira e vai contar com transmissão em direto na TVI.

«Nunca seria um jogo normal e este em concreto vai ser muito difícil para a nossa seleção. É verdade que a Inglaterra está bem, mas temos de os enfrentar e ganhar como campeões do mundo. Vai se difícil…para os dois», começa por destacar Diego Maradona Sinagra em conversa com o jornal espanhol Marca.

O jogo está a ferver nas redes sociais, com os adeptos a recordarem a vitória de 1986, mas também a guerra das Malvinas, entre a Inglaterra e a Argentina, de 1982. O selecionador Lionel Scaloni procurou serenar o ambiente e, em conferência de imprensa, disse que se tratava apenas de um jogo de futebol, mas Diego Junior, como também é conhecido, não concorda.

«O meu pai não olharia para este jogo como um jogo normal, como mais um jogo. Podemos dizer muitas coisas, mas não seria, nem será normal. Para todos os argentinos e maradonianos , será uma partida especial, que nos traz à memória tudo o que aconteceu nas Malvinas e todos os nossos irmãos que morreram e também o que aconteceu com o meu pai em 1986. Ganhou um jogo histórico e desde então nada é normal contra a Inglaterra», atirou.

Diego Junior é o filho mais velho de Maradona, entre os rapazes, fruto de uma relação do antigo jogador com napolitana Cristina Sinagra. Tem 39 anos, faz 40 em setembro, o que quer dizer que nasceu uns dias depois da histórica vitória da Argentina sobre a Inglaterra no Mundial de 1986, mas sabe de cor e salteado todas as histórias que o pai lhe contou. «Ele contava-me tudo e eu alucinava com as suas histórias», recorda.

Diego Maradona morreu em 2020 e, agora, a seleção da Argentina é comandada por outro craque, Lionel Messi, que vai defrontar a Inglaterra pela primeira vez. «A verdade é que nunca tive a oportunidade de conhecer Messi, mas tenho no coração, como todos os argentinos, que ele merece repetir o título. É o melhor dos humanos porque o meu velho não pode ser comparado com ninguém nesta terra, foi um extraterrestre no futebol. Mas o Leo merece tudo. Tenho muito carinho por ele, é o capitão da minha seleção. Respeito-o muito e oxalá que Deus lhe dê a oportunidade de jogar outra final…e de ganhá-la, claro», destacou ainda Diego Junior, atual treinador do modesto Portici em Itália.

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