CRÓNICA FRANÇA 3-1 SENEGAL || O avançado francês bisou e passou Olivier Giroud como o melhor marcador de sempre da seleção francesa. Os Bleus foram competentes, mas a primeira parte deixou muito a desejar
A seleção francesa estreava-se neste Mundial com a sombra de 2002 a pairar como uma nuvem negra. Ninguém queria repetir o desfecho horrível do Mundial do Japão e Coreia do Sul, onde os gauleses chegaram como campeões do mundo, mas nunca mostraram capacidade para poder repetir o feito.
A juntar a esse detalhe histórico, a prestação fraca de algumas das melhores equipas, com Espanha à cabeça, poderia contribuir para uma entrada mais titubeante. Ao ver a partida, de certeza que em França se pensou o pior após os primeiros 45 minutos.
O jogo começou relativamente morno, sem grande intensidade. Aos 25 minutos, o Senegal tem a sua primeira grande oportunidade. El Hadji Malick Diouf rouba a bola a Mbappé ainda no seu meio-campo e lança a corrida de Nicolas Jackson. Pressionado por Upamecano, o avançado senegalês atirou ao poste. A bola ressaltou para o calcanhar de Mike Maignan, que por pouco não fez um autogolo.
A partir daí, o Senegal cresceu e a França esmoreceu, ainda que a diferença fosse leve. No sexto minuto de compensação da primeira parte, a equipa africana voltou a dispor de nova grande oportunidade, com Ismaila Sarr a chutar por cima da baliza uma bola que pingava à beira da pequena área.
França terminou a primeira parte sem remates enquadrados e apenas com um no total. Uma prestação muito pobre dos vice-campeões do mundo.
Na segunda parte, o rumo mudou. A primeira seleção a criar perigo foi a França, aos 53 minutos, através de Michael Olise. Valeu a intervenção de Mendy quando o avançado francês estava em boa posição. Quatro minutos depois, foi a vez de Mbappé falhar na cara do golo perante o guarda-redes senegalês.
Aos 59 minutos, o caso polémico. Mbappé cai na área após alegada falta de Diouf. O VAR foi acionado e o árbitro australiano Alireza Faghani foi ver as imagens ao ecrã. O desfecho não foi o esperado para os franceses, que ficaram a protestar.
A França, claramente revigorada, estava a crescer no encontro e o golo parecia iminente.
Na segunda jogada do estilo em poucos minutos, Olise isolou Mbappé com um grande passe e o atacante com o número 10 apenas teve de desviar a bola de Mendy com um toque. 1-0 merecido pelo que a equipa havia produzido até então na segunda parte. Nesta altura, Mbappé tinha igualado Olivier Giroud como o melhor marcador da seleção francesa, com 57 golos.
A partir daí, o Senegal pouco criou e a França continuou a criar oportunidades. Vindo do banco pouco tempo antes, Bradley Barcola fez o 2-0 a passe de Adrien Rabiot. O avançado do PSG picou a bola por cima de Mendy e deixou os Bleus mais relaxados.
O jogo entrou em ritmo de passeio, mas a compensação foi uma loucura. Mbaye ainda reduziu para os senegaleses, com Maignan a ficar algo mal na fotografia, mas a França quis devolver a maldade e fez o 3-1 por Mbappé, com um remate de fora da área em que fica a ideia que Mendy poderia ter feito melhor. O avançado do Real Madrid passou, assim, a ser o melhor marcador de sempre da seleção francesa de forma isolada, com 58 golos.
França passa, ainda que sem louvor, um teste difícil frente a uma das melhores seleções do continente africano
