Presidente da FIFA responde às críticas de treinadores e jogadores e garante que a medida no Mundial2026 foi tomada apenas por razões desportivas
Gianni Infantino saiu esta terça-feira em defesa das pausas obrigatórias para hidratação implementadas no Mundial2026, rejeitando de forma categórica que a medida tenha sido motivada por interesses comerciais.
Em entrevista à agência espanhola EFE, o presidente da FIFA explicou que a decisão foi tomada exclusivamente devido às elevadas temperaturas registadas em várias cidades-sede da competição.
«A razão pela qual existem estas pausas é, claramente, o calor», afirmou o dirigente, sublinhando a necessidade de proteger os jogadores durante um torneio que se prolonga por mais de um mês.
A FIFA determinou que todos os jogos do Mundial tenham uma interrupção de três minutos em cada parte para permitir a hidratação dos atletas, uma medida que tem sido alvo de críticas por parte de treinadores e jogadores, que consideram que as pausas quebram o ritmo das partidas.
Infantino garantiu, contudo, que a decisão não teve qualquer motivação financeira.
«A FIFA não ganha absolutamente nada com isto. Todos os contratos já estavam assinados antes de ser tomada esta decisão. Não se trata de uma questão económica, mas exclusivamente desportiva», assegurou.
O líder máximo do futebol mundial justificou ainda o facto de as pausas serem aplicadas em todos os encontros, independentemente das condições climatéricas.
«É muito difícil aceitar que um treinador possa ter a possibilidade de influenciar o jogo porque existe uma pausa devido ao calor intenso e outro não tenha essa oportunidade apenas porque está um pouco menos calor. É por isso que as pausas existem em todos os jogos», concluiu.
