Algo que não era possível até aqui passou a sê-lo, mas até o VAR pareceu não se lembrar imediatamente disso
Wilton Pereira Sampaio protagonizou o primeiro momento viral e insólito do Mundial 2026. Chamado ao VAR para rever um possível cartão vermelho no México-África do Sul, o árbitro brasileiro desenrolou-se numa longa explicação, mas ninguém pareceu entender o que estava a ser dito.
Num inglês mais difícil de entender do que o desejável, só se percebeu a decisão quando Wilton Pereira Sampaio soltou as palavras “red card”, ou cartão vermelho.
Este é um lance que nada tem que ver com as várias mudanças nas regras que estão a ser implementadas no Mundial 2026, mas já houve novo momento de confusão por causa dessas alterações.
O Estados Unidos-Paraguai estava já bem favorável à equipa da casa quando Danny Makkelie assinalou uma falta a favor dos sul-americanos e mostrou um cartão amarelo ao central Tim Ream por uma suposta falta sobre Miguel Almirón.
Acontece que rapidamente se percebeu que não tinha havido falta nenhuma, mas tudo pareceu continuar, até porque antes era suposto que assim fosse. Se bem nos recordamos do futebol até aqui, uma falta mal marcada - ainda para mais com cartão, mesmo que amarelo - era muito irritante para o adepto dessa equipa, mas não adiantava de muito reclamar.
Talvez alguém se tenha esquecido, mas a regra mudou e o International Football Association Board está a aplicá-la já neste Mundial. Agora, caso um cartão amarelo seja mostrado a alguém quando devia ser o contrário, o VAR pode ativar a situação de identidade trocada.
Só que até o próprio Danny Makkelie e o VAR parecem ter-se esquecido disso, já que o livre assinalado pela inexistente falta sobre Miguel Almirón foi mesmo marcado, mas o árbitro interrompeu a partida alguns segundos depois, com a bola a ser disputada.
No relvado, nos bancos, nas bancadas e em casa, ninguém pareceu perceber muito bem o que tinha acontecido. Havia razão para penálti? Para cartão vermelho?
De todo. Rapidamente apareceu a indicação de “mistaken identity”, ou “identidade trocada”. O árbitro foi então ao VAR e viu que a tal falta não era mesmo falta, mudando então o cartão, que passou de Tim Ream para Miguel Almirón, com os jogadores a continuarem claramente confusos com o que se passava, até porque Danny Makkelie andou a passear com o cartão vermelho, o que chegou a dar a sensação de que ia expulsar alguém.
Esta é a primeira de várias regras que vamos estranhar até nos habituarmos neste Mundial. Parece que os próprios árbitros têm de o fazer.
