CRÓNICA EUA 2-0 BÓSNIA || Os três anfitriões continuam em prova e é preciso ter cuidado com eles
Aquilo que parecia óbvio antes de o jogo começar e ficou ainda mais nítido depois do apito inicial esteve em risco de não acontecer. Os Estados Unidos eliminaram a Bósnia, como se esperava, mas passaram por um susto aparecido do nada.
Tudo por causa de um lance aparentemente fortuito em que Folarin Balogun acabou a pisar um adversário numa disputa que dói só de ver, mas que pareceu zero intencional.
Alheio a isso, o VAR alertou o árbitro que havia situação para possível cartão vermelho, algo que o brasileiro Raphael Claus entendeu ser mesmo assim. Ingrato para o avançado dos Estados Unidos, ele que estava a ser dos melhores, e que ainda por cima fica de fora dos oitavos de final.
Foi um percalço que deu vida à Bósnia, mas não a suficiente, já que os Estados Unidos mostraram sempre ser melhores do que a seleção europeia.
O domínio foi particularmente claro na primeira parte, com 45 minutos jogados praticamente em sentido único, o da baliza da Bósnia, onde a bola só quis entrar já bem no fim.
Foi Folarin Balogun, o herói inicial que virou vilão involuntário, a aproveitar um ressalto para marcar mais um golo neste Mundial. O avançado do Mónaco está em grande forma e é uma baixa de peso para a partida com a Bélgica, que até pode decidir o futuro de Portugal. Isto porque, caso a Seleção chegue aos quartos de final, será desse encontro que virá o adversário nessa fase.
Voltando a São Francisco, os Estados Unidos mantiveram o domínio na segunda parte, mesmo que cedendo alguma bola à Bósnia.
Foi então que apareceu o lance que deixou todo o estádio em suspenso. Um cartão vermelho aos 64 minutos, ainda com meia parte por jogar, ameaçava mudar tudo.
A Bósnia aproveitou o alento da situação e tentou carregar, mas percebeu-se que o coletivo dos Estados Unidos ia permitir muito pouco, dando até para encontrar espaços em ataques rápidos proporcionados pelos buracos que se abriam do outro lado.
Depois uns minutos de algum sufoco territorial, os Estados Unidos voltaram a conseguir soltar-se, chegando ao descanso num golaço de Malik Tillman ao minuto 82. Grande pontapé de uma das figuras deste Mundial, que descansou todos os norte-americanos dentro e fora de campo.
Os Estados Unidos mantêm-se firmes neste Mundial e com o sonho vivo. Agora têm uma Bélgica de duas caras pela frente, naquele que será um primeiro grande teste à capacidade coletiva que Mauricio Pochettino incutiu nesta equipa. Oxalá ainda possamos jogar com uma destas seleções, seria bom sinal.
Tal como Canadá e México, também os Estados Unidos, o outro anfitrião, continua em prova. Que se tenha cuidado com estas seleções.
