CRÓNICA ESPANHA 2-1 BÉLGICA || Será esta Espanha a seleção capaz de bater a toda-poderosa França? O jogo voltou a não ser brilhante, mas a receita repetiu-se
Havia uma posição em que a Bélgica era melhor do que Espanha. Provavelmente era até melhor do que qualquer seleção em todo o Mundial. Falamos do guarda-redes, claro, que Thibaut Courtois será, muito provavelmente, o melhor do mundo.
Até por aí o jogo dos quartos de final do Mundial pareceu uma cópia do que aconteceu com Portugal. A Seleção nacional começou a perder a eliminatória com Espanha com a lesão de Nuno Mendes. Desta vez, a Bélgica começou a perder com a lesão de Thibaut Courtois.
Para o seu lugar entrou Senne Lammens, jogador que Ruben Amorim foi buscar ainda no início da época para o Manchester United, e que fez uma época surpreendente em Old Trafford, justificando a chamada à seleção, mesmo que para ser número dois.
Talvez por falta de preparação - ainda não tinha jogado nenhum minuto -, o guarda-redes que salvou os Diabos Vermelhos ingleses tantas vezes não conseguiu fazer o mesmo com os Diabos Vermelhos belgas.
Com o jogo a caminhar para o prolongamento, Senne Lammens largou um remate de defesa aparentemente fácil para a frente, permitindo o golo de Espanha já em cima dos 90. Mais precisamente aos 88.
Mais cedo do que aconteceu com Portugal, mas Espanha voltou a marcar já perto do fim… e pelo mesmo jogador.
Mikel Merino parece aceitar como poucos a condição de suplente que lhe está reservada na seleção, a mesma que abraçou no Arsenal campeão durante esta época. Jogador trabalhador, tem entrado para ser talismã de La Roja. Foi o que aconteceu contra Portugal, foi o que aconteceu com a Bélgica.
O golo desta sexta-feira é menos brilhante, certo, mas a plenitude de oportunidade deste médio tornado avançado tem de ser destacada. É ele que volta a colocar uma Espanha algo acabada na próxima fase, neste caso já nas meias-finais, num jogo em tudo parecido com o de Portugal: a lesão de Nuno Mendes/Thibaut Courtois e o golo no fim de Mikel Merino, além de uma superioridade espanhola que nunca foi suficiente para maior tranquilidade.
Antes disso, e para completar a história e fazer a distinção que se impõe, é importante explicar que a Bélgica foi mais equipa que Portugal, mesmo tendo individualidades piores. Chegou mais à frente, o que explica o golo marcado - na altura deu o empate e quase chegava para prolongamento - e outros lances de perigo junto da área espanhola.
Espanha apanha agora pela frente aquela que é, de forma indiscutível, a melhor seleção, a França. Um duelo escaldante entre vizinhos que vai decidir um dos finalistas deste Mundial. Dificilmente vai chegar Mikel Merino em estado puro. É, sobretudo, preciso Lamine Yamal.
