Más notícias para Portugal: o carrossel de Espanha está a regressar

António Guimarães , Notícia atualizada às 02:30
2 jul, 22:02
Pedro Porro marca no Espanha-Áustria (AP/Marcio J. Sanchez)
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CRÓNICA ESPANHA 3-0 ÁUSTRIA || Lamine Yamal está mais perto do melhor e isso faz logo uma equipa diferente. Bem mesmo está Pedri, atenção a Pedri

Espanha acordou. Depois de três jogos aquém do festival mostrado no Euro 2024, a seleção que venceu esse torneio entrou definitivamente no Mundial, colocando a candidatura em cima da mesa como até aqui não se tinha visto.

Um aviso para Portugal, desde logo, que terá de jogar com nuestros hermanos depois de passar a Croácia.

A fase de grupos foi titubeante, desde logo no mau jogo frente a Cabo Verde. Seguiu-se uma goleada pouco esclarecedora à Arábia Saudita - quase no sentido em que a goleada de Portugal ao Uzbequistão também disse pouco. E depois veio uma vitória simples sobre um Uruguai desfeito.

Espanha não tinha, portanto, mostrado a tarimba de um candidato a campeão do mundo. Mostrou-a agora, frente a uma Áustria por vezes suicida na defesa, mas que é uma seleção de nível, provavelmente superior aos três adversários que os espanhóis apanharam antes.

A primeira parte deste jogo mostrou logo que dificilmente aconteceria algo diferente do apuramento de Espanha. Muita força na pressão e na recuperação da bola, muito talento na frente, com Lamine Yamal a aproximar-se do melhor que pode dar. Ainda não está lá, mas está mais perto.

Quem já lá está é Pedri, esse luxo de ver jogar no meio-campo, onde ele e Rodri mandaram como ainda não se tinha visto.

Depois é deixar os da frente trabalhar, que eles resolvem. Mikel Oyarzabal está numa grande forma e voltou a marcar, depois de um rendilhado que deixou a Áustria totalmente atarantada.

Espanha não fez marcha-atrás e o carrossel continuou a girar com a mesma intensidade, pelo menos até Pedro Porro aparecer para o 2-0 já na segunda parte, mesmo antes da pausa para hidratação.

Se o jogo tivesse acabado aí não se perdia muito, já que Espanha entrou em modo gestão e a Áustria não foi capaz de mais do que uns fogachos ofensivos. Só que não acabou e a Áustria acabou por desabar fisicamente, algo que se viu de forma clara no último golo, o 3-0, mais um de Mikel Oyarzabal.

A grande lição que se tira é: a Espanha está de volta e vamos ter de passar por cima dela para continuar para continuar a andar.

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