CRÓNICA ESPANHA 1-0 ARGENTINA || Jogo de empates para cada um dos lados, mas com um a equipa a ter mais uma ajuda para disparar
Quando ninguém quer ganhar, o melhor vencedor é quem quis mais. Claro que Espanha foi beneficiada pelo disparate de Enzo Fernández, que viu um cartão vermelho quando não devia, mas é merecido que seja Espanha, a melhor equipa deste torneio, a sagrar-se campeã mundial.
Como se esperava, Espanha teve a superioridade tática, mas a Argentina teve a superioridade emocional, só que só uma prevaleceu. Foi a primeira, pela primeira vez neste Mundial.
A crença e envolvência da Argentina não chegaram para fazer frente a uma Espanha que manteve sempre a compostura, que foi sempre capaz, mesmo que pouco atrevida.
O Mundial acaba com o fim de uma era, a de Lionel Messi, e o início de uma outra, a de Lamine Yamal, o futuro melhor jogador do mundo durante anos.
A perder, a Argentina nunca mostrou argumentos para mais, fazendo cair máscara de quem acredita até ao fim.
A ganhar, a Espanha foi capaz de controlar e mostrar sempre perigo, garantindo o segundo Mundial da sua história.
A Argentina acionou o modo emergência, sim, mas de nada valeu contra a melhor seleção do mundo. Aquela que joga melhor, entenda-se, a que sabe melhor o que é para fazer com a bola, quando fazer o quê com a bola.
Suar e chorar chegam muitas vezes, mas não chegam sempre.
Não chegaram desta vez, depois de terem dado para Egito, Suíça ou Inglaterra.
Mesmo a jogar com mais um, Espanha ganha, e ganha bem, ainda que não tivesse sido tudo o que foi contra França.
É a melhor seleção do mundo, porque é mesmo. O que fazer perante isso? Jorge Jesus que responda.
Olhando para o que jogaram os jogadores da Argentina ou para o que suou o treinador da seleção das Pampas, suar e chorar não chegam para sempre. Pelo menos não chegam para hoje. Não chegam para 2026.
