Canarinhos estreiam-se no Mundial com empate contra Marrocos. Estes são os méritos e os deméritos
Alisson – 6
Não teve culpa no golo sofrido. Saiu do jeito que podia, e se não saísse seria um erro. Trabalhou pouco, fez defesas importantes e, no fim, contribuiu para a equipa sair com pelo menos um ponto.
Gabriel Magalhães – 5
Como toda a defesa, fez um primeiro tempo para esquecer. Falhou no golo marroquino e viu os adversários com muita liberdade próximos à baliza brasileira. Na segunda parte, melhorou, e Marrocos não conseguiu criar grandes chances.
Ibañez – 5
Ibañez talvez tenha sido o mais injustiçado entre todos os titulares. Central que foi escalado como lateral no 11 inicial por falta de opção melhor no plantel, não conseguiu ajudar a equipa como muitos gostariam. Mesmo assim, não foi o culpado pela exibição ruim da equipa.
Marquinhos – 4
Partida parecida com a de Gabriel Magalhães, mas, por ser capitão e atual campeão europeu, esperava-se a postura de líder dentro de campo. No final, ficou perdido como todos nos 45 minutos iniciais e melhorou quando voltou do balneário.
Douglas Santos – 6
Contribuiu pouco para os ataques da Seleção Brasileira, mas não comprometeu na defesa. Mesmo com poucos jogos com a Amarelinha, mostrou que pode ser útil, desde que a equipa tenha alguma organização dentro de campo.
Bruno Guimarães – 4
Dupla com Casemiro não funcionou. Ofensivamente, foi pouco útil e não conseguiu auxiliar a equipa na saída de bola como consegue no Newcastle. Enquanto isso, deu muito espaço no meio-campo e foi dominado pelos marroquinos. Precisa melhorar para manter a titularidade.
Casemiro – 2
Jogo muito ruim do experiente número 5. Foi engolido pelos marroquinos durante 45 minutos. Não conseguiu ajudar na saída de bola e, pior que isso, nada fez para impedir os ímpetos ofensivos do adversário. Olhou e permaneceu a olhar – sem agir ou cortar o latifúndio que Brahim Díaz encontrou na intermediária ofensiva - quando Marrocos abriu o placard. Foi substituído e não jogou nos 45 minutos finais.
Paquetá – 5
Não foi uma exibição de gala, e certamente nem perto do que ainda pode fazer pela Seleção Brasileira neste Mundial. Encontrou dificuldades para sair da marcação cerrada de Marrocos e, mesmo assim, conseguiu participar em algumas poucas jogadas de perigo enquanto esteve em campo. Atuação que pode até passar de ano, mas não recebe os parabéns do professor.
Vini Jr – 7
De longe, o melhor do Brasil. Serviu como válvula de escape pelo lado esquerdo, fez o golo de empate e criou algumas oportunidades que foram desperdiçadas pelos seus adversários. Ainda está longe da forma que apresenta quando joga a Champions League, mas foi um início animador.
Raphinha – 3
Talvez tenha sido a maior deceção. Enquanto no Barcelona é considerado um dos melhores do mundo, na Seleção ainda precisa provar que merece ser titular. Fez um jogo tímido, pouco participativo e, quando teve a bola, tomou decisões erradas. Na melhor chance que teve, após bela jogada de Vini Jr., desperdiçou com um remate fraco nas mãos de Bono. A sua sorte é que os reservas não brilharam, senão sua posição no 11 inicial poderia estar em risco.
Igor Thiago – 3
A convocação de Igor Thiago para a Seleção foi uma surpresa interessante. Há um ano, poucos poderiam dizer que conheciam o avançado que foi uma das sensações da última Premier League. Mesmo assim, a sua presença no plantel – e, principalmente, no 11 inicial – precisa ser justificada dentro de campo, algo que não aconteceu. Teve poucas chances – o que nem é totalmente sua culpa, já que os armadores do time pouco contribuíram para que o cenário fosse diferente -, mas não aproveitou quando a bola chegou para finalizar dentro da área. Foi uma aposta interessante de Ancelotti, mas, por enquanto, não demonstrou ser muito além de “aposta”.
Danilo Santos – 5
No Botafogo, é um médio capaz de tudo. Defende bem, ataca bem, passa bem. Dá dinamismo ao meio-campo e é o grande responsável por fazer a equipa jogar com qualidade. No Brasil, não conseguiu manter o ritmo – que havia, inclusive, sido demonstrado nos amistosos preparatórios. Não foi mal, mas, assim como o resto do time, deixou a desejar. Ainda pode ser uma opção interessante para o restante da competição.
Fabinho – 5
Assim como Danilo, não foi mal. Entrou no lugar de Casemiro e, convenhamos, ter uma atuação pior que a do companheiro seria difícil. Cortou alguns espaços no meio-campo, conseguiu dar mais consistência para equipa, mas só. Pode ser testado no 11 inicial no futuro, mas não merece o título de “inquestionável”.
Matheus Cunha – 4
Entrou e pouco participou. Fez apenas nove passes em mais de 30 minutos em campo. Esteve sumido e, mesmo não sendo o culpado por a equipa não conseguir a vitória, a verdade é que em nada contribuiu para o Brasil tentar sair de New Jersey com três pontos.
Luiz Henrique – 4
Atuação parecida com a de Matheus Cunha. Antes da partida, o jornalista brasileiro Andrey Raychtock brincou nas redes sociais: “Luiz Henrique, o Garrincha brasileiro, vai fazer a diferença. Foi escalado na sua melhor função: no banco, pra entrar no segundo tempo, bagunçando o espaço-tempo e tonteando as leis da física”. Na realidade, entrou na segunda parte e nada preocupou as descobertas de Sir Isaac Newton.
Danilo – 5
Entrou no lugar de Ibañez para ser o “especialista” da posição. Mesmo jogando muitos anos como lateral, neste jogo não vive seu auge técnico ou físico, e isso fica evidente ao longo das partidas. Não cometeu erros grotescos ou que influenciaram o resultado, mas tampouco foi capaz de aparecer no ataque para cruzamentos ou de impedir aproximações marroquinas pelo lado direito da defesa.
Ancelotti – 1
Errou em basicamente tudo. A equipa esteve perdida durante a primeira parte e conseguiu empatar mais na individualidade de Vini Jr. do que na capacidade de jogo coletivo. No intervalo, até melhorou um pouco, mas não foi suficiente para ter alguma chance de conseguir três pontos.
