SUPERCRÓNICA BRASIL 1-2 NORUEGA || Desilusão brasileira, outra. E outra vez com uma seleção europeia
É andar um jogo inteiro sem aparecer, é estar alheado durante 80 minutos, e depois ser absolutamente decisivo. Não são assim os melhores jogadores?
Falamos de Erling Haaland, uma das figuras do Mundial e o homem responsável por colocar a Noruega nos quartos de final, às custas do Brasil, naquela que não é a melhor exibição da competição, mas é seguramente a mais impactante.
Num jogo que se decidiu pela eficácia nas áreas, um dos melhores pontas de lança do mundo mostrou porque o é, enquanto o Brasil mostrou que não tem ninguém desse nível, pelo menos a finalizar. E quem tem, como Vinícius Júnior, foi mal aproveitado.
Teve um penálti, teve bolas na cara do guarda-redes, mas não conseguiu nunca bater Ørjan Nyland, que se armou em super Vozinha para arrancar a melhor exibição de um guardião neste Mundial.
De resto, o guarda-redes da Noruega só não leva facilmente o prémio de homem do jogo por causa do colega que joga na outra ponta do terreno.
Que jogo de Erling Haaland, sempre desaparecido, mas a aparecer em dois momentos solitários. O primeiro ao minuto 79 numa entrada de rompante na área. Parecia um lance de Premier League, com o avançado do Manchester City a ganhar a dividida a um dos seus grandes “inimigos”, Gabriel Magalhães.
Que golaço do avançado, que pouco depois brilhou novamente. Apanhou uma bola perdida por ali e atirou com estrondo para a baliza. Nem é um golo típico dele, mas que golo é que Erling Haaland não marca?
A eficácia do Brasil, essa, apareceria apenas já no fim de tudo, com Neymar - ele que acabou a chorar copiosamente numa das imagens mais fortes do torneio - a mostrar aos colegas que afinal era mesmo possível bater Ørjan Nyland. Deu para a honra, não deu para mais nada.
Foram Ørjan Nyland e Erling Haaland os nomes da maldição que se continua a abater sobre o Brasil, que continua a cair sucessivamente perante equipas europeias em mundiais, algo que já se verifica desde 2006.
O remo da Noruega continua e continua com todo o mérito, agora à espera de México ou Inglaterra.
O(s) melhor(es)
Têm de ser Ørjan Nyland e Erling Haaland, um em cada área a fazer o seu trabalho. O guarda-redes salvou quando teve de ser, o avançado matou quando pôde.
O pior
O desnorte de Carlo Ancelotti. É particularmente visível na entrada de Neymar, quase uma espécie de ato de fé, já que se confirmou que o avançado já não está para estas andanças.
A surpresa
Nova queda do Brasil. Não pelo jogo em si, mas pela incapacidade da Canarinha em fazer um bom Mundial, algo que se volta a repetir. Desta vez nem Carlo Ancelotti valeu, a seleção brasileira tem de se repensar.
