Canarinha venceu a Escócia com facilidade, enquanto a seleção africana teve de lutar mais do que se previa para vencer o Haiti
Era só um pró-forma, mas o Brasil não quis facilitar. Talvez ao contrário da Escócia, que entrou no jogo da última jornada do Grupo C com uma postura quase suicida.
Um erro brutal na construção deu a vantagem à Canarinha ainda nos primeiros 10 minutos, com Vinícius Júnior a aproveitar para fazer uma maldade ao guarda-redes, deixando os comandados de Carlo Ancelotti ainda mais descansados.
Os erros da Escócia foram-se sucedendo e, mesmo à beira do intervalo, o mesmo Vinícius aproveitou para bisar, alcançando o quarto golo neste Mundial, ele que marcou nos três jogos já disputados.
O Brasil entrou em modo de gestão e ainda deu para Matheus Cunha aproveitar uma já derrotada Escócia para fazer o terceiro, confirmando que pode dar muito mais à equipa do que Igor Thiago, que tinha sido titular na primeira jornada. Nota ainda para o regresso de Neymar aos relvados, algo que lhe contamos com mais pormenor na supercrónica.
Feita a sua tarefa, o Brasil ainda aproveitou um jogo mais complicado do que se esperaria para Marrocos.
Aquela que é uma das seleções que está a encantar neste campeonato do mundo até venceu o modesto Haiti - que 52 anos depois está de volta a um Mundial e ainda conseguiu marcar dois golos -, mas a diferença de golos ficou favorável ao Brasil, mesmo com a vitória marroquina por 4-2.
Contas feitas, o Brasil passa em primeiro com sete pontos e Marrocos é segundo com os mesmos sete pontos mas uma diferença de golos menos favorável. Já a Escócia terá de esperar para ver o que acontece, isto porque os três pontos que tem podem ou não chegar para passar.
Boas notícias para equipas como Portugal, que têm quatro pontos e veem a possibilidade de ser um dos melhores terceiros aumentar. No nosso caso resta acreditar que a qualidade dos jogadores nem sequer permita que entremos nessas contas.
