ONG apelam à FIFA que proteja direitos da comunidade LGBTQI+ no Qatar

8 nov, 16:45
Alemanha-Hungria

País organizador do Mundial2022 debaixo de forte pressão por considerar a homossexualidade ilegal

Quatro organizações não-governamentais organizaram um protesto esta terça-feira em frente à sede da FIFA, em Zurique, de forma a pedir que organismo máximo do futebol mundial proteja os direitos da comunidade LGBTQI+ no Qatar, país que acolhe o Mundial2022.

A All Out, a Pink Cross, a Organização Suíça de Lésbicas e a Rede Transgénero da Suíça participaram numa espécie de jogo de futebol, com o objetivo de chamar a atenção para os direitos da comunidade no Qatar, onde a homossexualidade é considerada ilegal.

«Com esta ação, pedimos às seleções, aos jogadores e aos patrocinadores que mostrem o seu apoio e se comprometam com os nossos direitos no Qatar», afirmou Justin Lessner, representante da All Out.

Para o líder da Pink Cross, Gaé Colussi, «depende da FIFA tomar responsabilidade e de facto agir por estes direitos, pela defesa de LGBTQI+ no Qatar, e não só os adeptos».

Nesta terça-feira, um dos embaixadores da competição, Khalid Salman, classificou a homossexualidade como uma «doença mental», e afirmou que qualquer adepto que viaje para o Qatar terá que aceitar as regras daquele país do Médio Oriente, numa altura em que a FIFA tem pedido a federações e jogadores a absterem-se em declarações políticas e ideológicas.

O Campeonato do Mundo vai decorrer entre 20 de novembro e 18 de dezembro, com Portugal inserido no Grupo H, juntamente com Uruguai, Gana e Coreia do Sul.

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