Jesus: «Portugal, Brasil, França ou Espanha, uma delas vai ser campeã»

1 dez 2022, 11:06
Jorge Jesus

Treinador português coloca Argentina e Inglaterra atrás deste quarteto e diz não ter ficado surpreendido com a vitória dos sauditas sobre a albiceleste. «Se calhar, o treinador tem as mesmas ideias que eu e tornou-se mais fácil»

A fase de grupos do Mundial 2022 está prestes a terminar e Jorge Jesus mantém a ideia que já tinha antes do arranque da competição: há quatro seleções favoritas para levantar o troféu e Portugal é uma delas.

«Desde o primeiro dia que escolhi quatro equipas e penso que, das quatro, uma delas vai ser campeã: Portugal, Brasil, França e Espanha. Para mim, são as quatro melhores equipas do campeonato. E depois vêm a Argentina e a Inglaterra, mas não com a qualidade destas quatro equipas», disse o treinador português em conferência de imprensa após um jogo particular entre o Fenerbahçe e o Rayo Vallecano, que o conjunto turco venceu.

Apesar disso, Jesus não descartou por completo a possibilidade de surpresas. «Como a Copa do Mundo é um torneio de seis/sete/oito jogos, muita coisa pode acontecer. Mas até este momento as quatro equipas que têm demonstrado mais qualidade não tenho dúvidas de que têm sido Portugal, Brasil, França e Espanha. Não por ordem, mas as quatro», reiterou.

 

Jorge Jesus falou ainda sobre os desempenhos de dois jogadores do Fenerbahçe que estiveram em evidência na fase de grupos do Mundial 2022: Enner Valencia, que terminou a prova com três golos marcados e Michy Batshuayi, que deu a vitória à Bélgica diante do Canadá. «O Valencia: três jogos, três golos. Não só os golos, mas o desempenho dele foi muito bom. E não jogando a 100 por cento, porque ele ficou com um problema num joelho logo no primeiro jogo. Dentro de poucos dias vai juntar-se ao grupo e vamos ver o que vai acontecer à equipa da Bélgica, porque falta um jogo e ainda não está apurada para os oitavos de final. Se não for, o Batshuayi regressa mais rápido ao Fenerbahçe. Precisamos desses jogadores rapidamente integrados no grupo.»

O técnico português, que lidera a Liga turca com 29 pontos, mais dois do que o vice-líder e grande rival Galatasaray, foi questionado ainda sobre o triunfo surpreendente da já eliminada Arábia Saudita sobre a Argentina na 1.ª jornada da fase de grupos e o facto de a seleção saudita ter vários jogadores que trabalharam com ele no Al Hilal em 2018 e 2019.

«É verdade que da equipa da Arábia Saudita estavam convocados 13 jogadores do Al Hilal. Do onze que jogou contra a Argentina, seis são do Al Hilal. A última linha - lateral-direito, esquerdo, central e keeper são jogadores do Al Hilal. O keeper não é do meu tempo. Tem bons jogadores, muitos bons jogadores e para mim não é uma surpresa», disse, recusando que o bom resultado diante da albiceleste possa estar em parte relacionado com o facto de alguns jogadores da Arábia terem trabalhado com ele.

«Já saí da Arábia Saudita há três anos. É verdade que muitos daqueles jogadores trabalharam comigo, mas isso tem a ver com o treinador da seleção da Arábia Saudita. Se calhar, ele tem as mesmas ideias e tornou-se mais fácil, mas o trabalho deve-se ao treinador da Arábia Saudita e não a mim», rematou, referindo-se mais em concreto às ideias sobre organização defensiva.

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