Mundial2022: organização diz que camisolas de protesto da Dinamarca «desvalorizam progressos»

29 set, 12:17

Os equipamentos, produzidos pela Hummel, são um protesto contra o Qatar e os atentados aos diretos humanos

A organização do Campeonato do Mundo de 2022 critica os equipamentos de protesto que a Dinamarca, em parceria com a marca Hummel, vai apresentar no torneio, por entender que a posição «desvaloriza os progressos» recentes no país.

«Esta camisola carrega uma mensagem. Não queremos ser visíveis durante um torneio que custou a vida a milhares de pessoas. Apoiamos a seleção dinamarquesa a todos os níveis, mas não o Qatar como organizador», referiu a marca desportiva nas suas redes sociais.

Os organizadores do Mundial2022 contestam a afirmação da Hummel de que este torneio «custou a vida a milhares de pessoas» e referem, com base nos números oficiais, que «três trabalhadores morreram em acidentes de trabalho durante a construção dos oito estádios».

Em comunicado, os organizadores destacam «as reformas feitas no mercado de trabalho, reconhecidas por organizações internacionais», e rejeitam a banalização do seu «compromisso sincero de proteger a saúde e a segurança dos 30.000 trabalhadores que construíram os estádios e infraestruturas envolventes».

O Mundial2022 vai decorrer entre 20 de novembro e 18 de dezembro, com a seleção portuguesa inserida no Grupo H, juntamente com Uruguai, Gana e Coreia do Sul.

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