Radares de Lisboa não conseguem identificar um terço dos condutores em excesso de velocidade

10 abr, 08:00
Instalação de radares em Lisboa

Dados avançados à CNN Portugal pela autarquia mostram que defeitos nas fotografias captadas em muitas das 115 infrações registadas o ano passado impediram multas

Os 21 radares instalados pela capital registaram no ano passado 115.766 infrações. Mas, segundo dados avançados pela Câmara Municipal de Lisboa à CNN Portugal, dos condutores apanhados em excesso de velocidade, só 78.940 casos foram considerados válidos. Isto signifca que 31,8% das infrações não foram corretamente identificadas e os processos não puderam originar multa.

De acordo com informação da autarquia, há várias situações que podem impedir a identificação dos condutores detetados em infração por excesso de velocidade.

Em causa estão diferentes tipos de defeitos nas fotografias captadas pelos aparelhos, como as falhas de flash. Outra das situações que impede a identificação é a focagem de mais de um veículo em infração, a dificuldade de confirmação da matrícula ou a captação de imagens em branco.

Há ainda casos, nota a CML, em que os excessos de velocidade foram efetuados por “veículos prioritários em missão” seja da polícia ou de socorro.

Radares mais modernos

A dificuldade em identificar os condutores que conduziam numa velocidade superior à permitida agravou-se em 2021, em relação ao ano anterior. Em 2020, do total de 101.470 situações por excesso de velocidade detetadas, 21% dos condutores ficaram por identificar.

Comparando o ano de 2021 com o anterior é possível também verificar que entre as infrações que as autoridades conseguiram validar, há mais infrações consideradas muito graves. Em 2020, foram detetados 5.006 casos de excesso de velocidade muito grave. Em 2021, esse número subiu para 6.565.

Para tornar os radares mais eficazes, a CML garante que está a fazer a substituição dos velhos aparelhos, que causam muitos defeitos nas captações, e a introduzir 20 novos que vão assentar em tecnologia mais atual. Na compra dos 41 equipamentos, a autarquia investiu 2,142 milhões de euros, em 2021.

Estes novos radares são, de acordo com o município, “equipamentos modernos e com uma tecnologia mais atual, que possibilitam o controle simultâneo de velocidade em várias vias e em ambos os sentidos”, enquanto os radares antigos apenas permitem controlar a velocidade numa única via.

Ao melhorar a tecnologia dos radares, a autarquia acredita que irá aumentar a eficácia destes aparelhos, que classifica como uma "medida de segurança rodoviária e que tem como principal objetivo a redução da velocidade praticada nas vias e, em consequência, a redução de acidentes".

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