ENTREVISTA | Escreveu mais de seis dezenas de livros. Novelas românticas, romances de época, comédias românticas… Só uma pequena parte da sua bibliografia é dedicada ao romance erótico, mas é por ele que é conhecida. Escreve sobre mulheres empoderadas, livres ou a libertarem-se de preconceitos. Mas mulheres “com família, cães e gatos”. Numa visita a Portugal, para a estreia do filme, na próxima quinta-feira, baseado nos seus livros da série “Pede-me o que Quiseres”, Megan Maxwell esteve à conversa com a CNN Portugal
A conversa foi à mesa do restaurante do hotel onde estava hospedada. Acabada de chegar a Portugal, precisava de se restabelecer. Combinámos que iria interromper a conversa sempre que achasse necessário, para poder almoçar. Mas a comida ficou no prato e a conversa fluiu sem interrupções.
Megan Maxwell é uma mulher de conversa fácil. De conversa livre. De conversa sem complexos e sem preconceitos. O filme “Pede-me o que Quiseres”, baseado nos seus livros com o mesmo nome, foi um pretexto para falar da sexualidade feminina, do erotismo e da necessidade que muitas mulheres ainda têm de se libertarem de amarras, de conhecerem melhor o seu corpo e de se darem oportunidade de fazerem escolhas e de falarem mais de sexo e do que querem do sexo.
É filha de mãe espanhola, pai americano e nasceu na Alemanha. Os seus livros são um reflexo desta mistura de culturas?
Bem, em todos os meus livros gosto de incluir pessoas de diferentes países. Talvez porque na minha família somos um de cá, outro de lá e um do outro lado mais longe. Portanto, é verdade que em todos os meus livros tento sempre pôr um espanhol com um inglês, um americano, um russo, um chéquio ou um português.
Mas o erotismo tem culturas, tem nacionalidades?
Não, o erotismo está na pessoa. Ou seja, a sensualidade, o erotismo, o sexo, isso está na pessoa, não na nacionalidade. É verdade que também, dependendo um pouco do país onde nascemos, a nossa mente pode ser mais ou menos aberta a muitas coisas. Mas acho que todos nós carregamos o erotismo dentro de nós.
A Megan tem uma legião de fãs organizadas em todo o mundo.
Sim. As Guerreiras de Megan Maxwell.
Porque é que acha que isso acontece?
Fazem-me essa pergunta muitas vezes e é uma pergunta complicada de responder. Respondo sempre que é porque as mulheres, neste momento, são, digamos, o grosso de todas as pessoas que me seguem como guerreira, certo? Mas é como se as mulheres precisassem de ter um amigo íntimo e eu juntei-me a ti, tu juntaste-te a ela, ela a ela… Portanto, é como se tudo estivesse a crescer de uma forma orgânica.
Quando comecei As Guerreiras, não o fiz para criar um clube. Fui eu e as minhas amigas que nos chamámos a nós mesmas As Guerreiras. Abri uma página no Facebook chamada Las Guerreras de Maxwell. Éramos as minhas amigas, a minha filha e eu.
Depois, quando saiu o livro das guerreiras, as pessoas viram Las Guerreras de Maxwell e começaram a aderir.
Talvez porque, nos seus livros, dá um certo empoderamento às mulheres…
Claro, claro! Exatamente!
Depois, quando começou a haver tanta gente, apercebi-me de que o que as pessoas precisavam era de um grupo de amigas. Sobretudo porque quando se tem 15 anos é muito fácil fazer amigos, mas quando se tem 40 ou 50 já não é assim tão fácil. Claro que depois se aperceberam que naquele grupo não importava a idade.
Houve reuniões de mulheres guerreiras em Espanha, aqui em Portugal ou em qualquer outro lugar e iam raparigas de 25 anos e mulheres de 65 anos e a idade não importava nada. E muitas vezes as de 65 anos disseram-me: "Não imaginas como me sinto bem, porque não me olham de lado por eu ter 65 anos e elas 20”.
Tem a ver com a forma como retrata as mulheres nos seus livros.
Claro que nos meus livros descrevo-as ou acredito nas personagens de mulheres fortes, porque acredito que as mulheres de hoje são fortes. Mais do que aquilo que sempre nos fizeram acreditar. E digo-lhe isto porque sou filha de mãe solteira, portanto hoje ter um filho sendo solteira não é um problema. Mas há muitos anos, há mais de 50 anos, era um problema. Portanto, a minha mãe foi uma grande guerreira, porque me criou sozinha e sempre me ensinou que tenho de ser uma guerreira. Ensinou-me a não tomar as coisas como garantidas, mas que se eu quiser uma garrafa de água, tenho de a ir buscar porque ninguém ma vai trazer.
Quando me perguntam o que significa ser uma guerreira, eu digo que significa cair na estrada mil vezes e voltar a levantar-se mil vezes. Acho que é isso que significa ser uma guerreira.
De há cerca de dez, 15 anos para cá, os romances eróticos são um sucesso certo. Porquê?
É porque as mulheres acordaram. Nós acordámos. As mulheres agora, se querem ler um livro erótico, leem-no e nem sequer o tapam. Antigamente, tapavam-se as capas para que ninguém visse o que se estava a ler.
Acho que as pessoas gostam de ler romances eróticos. E se tiver uma história de amor por trás, gostam ainda mais.
Quando muita gente me diz, ‘você é escritora’, eu respondo, ‘sou escritora de romances’. No romance há muitos géneros, como o erótico, o clichet, o medieval, não é? Mas quando dizemos que somos escritores de romances, olham-nos como se estivéssemos em ... Um livro de romance não é dizer ‘amo-te’. Talvez nem sequer tenha a palavra ‘amo-te’ em todo o livro. Mas está a contar-nos uma história de como duas pessoas se conhecem, duas pessoas se apaixonam, acontece algo que as separa e tentam voltar a juntar-se. Isso acontece em todos os livros.
Mas será que é redutor, uma coisa menor, chamar aos seus livros romances eróticos?
Não, não é uma coisa menor, é um subgénero.
Isso não a deixa desconfortável?
Eu sou uma escritora de romances, não escrevo apenas erotismo. Portanto, tenho esta saga de romances eróticos. Mas tenho 61 livros publicados e, desses 61, só cinco são eróticos.
Mas é conhecida pelo erotismo?
Exatamente! Por causa do erotismo. Mas porque as pessoas gostam de ler erotismo. E se calhar, quando escrevo erotismo, sou clara e direta.
Digo sempre que, se escrevermos um romance erótico ou um livro de receitas, temos de o fazer pondo as mãos na massa. Temos de pôr os pés na lama. Acho que eu consegui por causa disso: porque estou a escrever um romance que tem muito erotismo, mas tem uma bela história de amor.
E dentro dessa bela história de amor, temos personagens de que gostamos, e essas personagens estão rodeadas de família, amigos, cães e gatos. Cria-se uma família. Tem vida.
Onde é que procura inspiração?
Bem, a música inspira-me muito. E depois a vida quotidiana. Os meus amigos dizem-me coisas, vemos filmes e ficamos inspirados, andamos na rua e vemos pessoas e ficamos inspirados.
Mas e as cenas eróticas dos seus romances, onde é que vai buscar inspiração? Não é na rua, com certeza…
Não, mas é uma questão de imaginação. Quando começo a escrever um livro, por exemplo, digo: "Vou olhar para um homem bonito”. Ponho aqui uma fotografia e, quando vou escrever uma cena erótica, digo: "Vamos lá ver, o que é que tu e eu podíamos fazer”. Depois começo a imaginar, bem, olha, acho que podíamos fazer isto, isto, isto, isto e isto. E assim começo a dar forma à cena erótica.
Logicamente, se quiserem, vejo um filme pornográfico, porque já tenho idade suficiente para ver pornografia se me apetecer, percebem? Mas acho que na pornografia não encontro o erotismo de que um romance erótico precisa. Encontro algumas posturas, por assim dizer. Encontro alguns momentos especiais, mas é preciso captar-lhe o erotismo.
O que gostaria que as pessoas pensassem ou sentissem quando leem os seus livros?
Os livros fazem-nos imaginar. E eu, quando escrevo um romance, quero que os leitores imaginem e fiquem excitados. E digam, uau, e eu sei que posso fazer isto.
É melhor do que os filmes…
É que os filmes são visuais. O filme entra pelos teus olhos. E tu imaginas o livro. Imaginamo-lo enquanto ele nos aperta a mão, por exemplo…
Muitas pessoas que leram o livro disseram-me, “bem, olha, depois de ler o livro, o meu marido e eu temos uma vida sexual maravilhosa, porque nos atrevemos a dizer um ao outro coisas que não nos atrevíamos a dizer antes, porque tínhamos vergonha”.
Tem histórias de mulheres que foram ajudadas pelos seus romances?
Muitas. Na verdade, muitas que eu não conhecia, dizem-me que estes meus livros lhes são recomendados por psicólogos. Para se fortalecerem. Como se dissessem: “Lê um destes livros e vais sair dessa”.
Digo sempre, se a protagonista do romance que criei consegue, porque é que tu não consegues?
Para nos inspirarmos também? Para aprender coisas novas?
Claro que sim. Logicamente.
Há muitas mulheres que me disseram: “Nunca tinha pensado em falar de um ménage à trois com o meu marido. E agora estamos a falar sobre isso”. Se o fazem ou não, isso é outra coisa.
Mas só o falar põe-nas em brasa. Claro que sim.
Muitas delas, por exemplo, dizem-me, “bem, olha, o meu marido e eu nunca fomos a um clube de swing”. Outras dizem-me: “já estivemos. Nós participámos”. E outros disseram “não, nós só fomos, bebemos um copo e fomos para casa e fomos como dois motoqueiros”.
Elas dizem-me tantas coisas que, às vezes, digo: "Porquê? Porque é que preciso de saber isto?”
Não sei se conhece a realidade portuguesa, ou se é muito diferente da espanhola. Mas, em Portugal, as mulheres ainda têm relutância em assumir as suas fantasias sexuais.
Sim, é difícil para elas. Não é só para as mulheres portuguesas. É difícil para todas. A verdade é que é uma questão de dizer: “tenho de dar um passo em frente”.
Se estou sozinha, tenho de gozar a minha sexualidade como me apetecer, porque o meu corpo é todo meu. E se estou com um parceiro, o que tenho de fazer é falar com o meu parceiro. Muitas mulheres dizem-me: “Estou casada há 20 anos e nunca falamos de sexo”. E é quando se está casado há 20 anos que mais se tem de falar sobre sexo. Porque, no início de uma relação, tudo é mágico, não é preciso falar sobre isso. Mas depois de 20 anos é quando temos de falar sobre isso. E isso é algo que ponho sempre nos meus livros. Temos de falar de sexo com o nosso parceiro.
Não tenham vergonha. Se calhar, as mulheres portuguesas aqui, como diz, são mais assim. Mas, a pouco e pouco, começam a dar o salto.
Uma coisa que reparei na Judith Flores, a protagonista do seu livro, é que ela aprendeu muito sobre o seu corpo, sobre si própria, depois de entrar nos jogos do Eric.
Vejamos: se você, por exemplo, conhecesse um homem como o Eric e ele a levasse a um clube de swing, ficaria como ela no início. Provavelmente, ficaria como ela no início? Mas depois diz, bem, vou experimentar. Vamos ver o que acontece. Mas no início acho que ficaria assim.
Por isso, quando escrevi o livro, escrevi-o no sentido de que, se conhecesse um homem e ele me levasse a um lugar e eu visse um espetáculo sem o esperar, de duas mulheres ou dois homens, eu iria dizer “onde é que me trouxeste?”.
Acha que as mulheres conhecem bem o seu corpo?
Não. As mulheres conhecem a sua cara, os seus seios e pouco mais. A Judith pensava que conhecia, mas só descobriu que não conhecia quando abriu a mente. Por outras palavras, descobriu-o quando foi trazida para o jogo, quando foi convidada. Porque muitas pessoas dizem-me que o filme parece que a Judith está a ser forçada. Não, a Judith nunca é forçada. A Judith é enganada no início. E diz: "Não me enganam mais. De agora em diante, todos os jogos têm de ser consensuais”. E então ela concorda em fazer coisas que nunca tinha pensado antes.
Ela não conhecia o seu corpo. E, por isso, ela não sabia até onde podia ir o seu próprio prazer. Quero dizer as mulheres que têm de conhecer o seu corpo, não podem limitar-se ao que lhes é dito. Acho que as mulheres têm de se atrever, nós temos de nos atrever a desfrutar da nossa sexualidade.
De uma certa forma, já respondeu a esta pergunta, mas volto a colocá-la: sente que tem leitoras que ainda têm vergonha de ler os seus livros em público?
Não. Já não. De todo, absolutamente de todo. Conto sempre uma situação engraçada que me aconteceu. Quando publiquei “Pede-me o que quiseres”, o primeiro livro, os meus filhos eram pequenos e fui buscá-los à escola. Ninguém sabia que eu era Megan Maxwell. Porque eu não o tinha dito. E depois, claro, quando a minha cara começou a aparecer na televisão, etc., uma mãe veio ter comigo e disse: "És a Megan Maxwell?” Até então, eu era a mãe do Jorge e da Sandra.
Ela disse: "Posso fazer-te uma pergunta?” Eu disse que sim. E ela perguntou: “Não tens vergonha de escrever os livros que escreves?”. Eu perguntei-lhe: “já o leste?” E ela disse que sim. E eu perguntei-lhe se tinha vergonha de o ler? E ela disse que não. E eu respondi-lhe: “bem, eu também não tive vergonha de o escrever”.
Como é que os seus filhos veem os romances que escreve?
Nunca lhes pareceu estranho nem nada do género. É só que a mãe deles escreve romances e alguns estão a meio do século XIII e outros estão a meio do século XXI, onde uma mulher pode decidir se quer dormir com um homem, com dois ou com quinze.
Quanto de si existe nos protagonistas dos seus romances?
Têm muito de mim. Têm o carácter... Por exemplo, os meus amigos, que me conhecem, quando leem o livro, dizem-me: “Porra, podias ter feito isto”. Por outras palavras, situações, certo? Por isso, acho que estão fartos de mim porque sou uma guerreira e gosto que as raparigas dos meus romances sejam guerreiras.
E depois, muitas vezes, inconscientemente, dependendo do dia em que acordamos, às vezes se acordamos a sentimo-nos um pouco assim, refletimo-lo no que escrevemos, não é? E depois quando nos lemos a nós próprios, ou os meus amigos leem dizem-me, “porra, este é o dia em que te aconteceu aquilo, não é?”.
Falámos de como as leitoras lhe dão feedback de que a sua vida sexual melhorou e de que até colocam em prática algumas das cenas que relata nos seus livros. E conselhos, pedem-lhe?
Sim, muitos deles puseram-nas em prática. E contam-me isso. Às vezes digo: “mas porque é que me estão a contar isso? Porque tenho de saber isto? Vamos lá ver… É algo vosso, privado, vosso e do vosso parceiro”.
E sim, às vezes até me pedem conselhos. Bem… não me peçam conselhos. Não sou sexóloga. Sou escritora. Escrevi um romance erótico onde falo de casais swingers, do mundo swing e por aí fora.
É muitas vezes confundida com uma sexóloga?
Muitas vezes. Fazem-me muitas perguntas sobre sexo e eu não faço a mínima ideia de como responder. Posso dar o meu ponto de vista. É o da Megan. Só isso. Mas não como médica ou algo do género.
Digo-lhes que, no meu caso, eu faria isto, isto, isto, isto e isto. Agora decidam o que têm de fazer e, se não conseguirem decidir, consultem um sexólogo.
Como é que viu o filme baseado nos seus livros? Foi assim que imaginou as cenas?
Claro que sim. Era o que estava à espera. Por isso, sim. Quer dizer, eu conseguia imaginar as cenas assim. Claro que há cenas... sexo é sexo. Depois depende de como se decora. Quero dizer, uma casa é uma casa, mas depende da forma como a decoramos. Mas o sexo é o mesmo. O sexo é sempre o mesmo.
Mas dependendo da pessoa com quem se está, de como é encenado, de como é desfrutado, pode variar de mil maneiras. As cenas de sexo no filme, na verdade, acho que são muito mais suaves do que as cenas que coloquei no livro.
Recebeu dezenas de prémios, qual foi o que mais o honrou?
Qualquer prémio que nos deem é sempre bom, porque é o reconhecimento do nosso trabalho. Mas talvez os que mais me tenham impactado tenham sido os que foram atribuídos pelos próprios escritores. Ter os nossos pares a votar em nós… Foram prémios muito especiais na altura em que mos atribuíram. Porque foram os próprios argumentistas que fazem o que eu faço que disseram: “Vá lá, ela merece-o”.
Que conselhos pode dar às mulheres que vivem no século XXI, mas cuja mente, no que respeita ao sexo, ainda esta no século XIX?
Vejamos… estamos no século XXI e nós próprias temos de começar a mudar as coisas, porque se o não fizermos, ninguém vai mudar por nós.
O meu conselho é... É preciso viver a vida, só se vive uma vez e se ficarmos presos ao passado, a tudo, vamos perder muitas coisas. Mas não te assustes porque os outros fazem-no mais tarde.
Do ponto de vista do erotismo, penso que, se queremos que as coisas mudem, somos as primeiras a ter de mudar. Compreendo que nem toda a gente pode ter uma mente aberta. A primeira coisa a fazer é respeitar.
Porque, vejamos, imaginemos que tu tens uma mente aberta ou eu não tenho, ou o contrário. Não tenho de pensar que és estranha por seres mais aberta ou menos aberta. Tu és tu, com as tuas circunstâncias e a tua maneira de ver a vida como queres. Mas não te assustes com a minha maneira de ver. Respeita-me como eu te respeito a ti. Se quiseres ter uma vida fechada, eu respeito-te, mas se eu quiser ter uma vida aberta, respeita-me também.
Penso que as mulheres têm de acordar e nós estamos a fazê-lo, graças a Deus.
Às vezes, as circunstâncias que nos rodeiam, mesmo que queiramos abrir as nossas mentes, não nos permitem. Mas penso que é aí que a mulher tem de dar o seu contributo. Compreendo que há pessoas, ou mulheres, que estão envolvidas num mundo em que tudo é muito complicado. Porque, se calhar, se batermos o pé, a nossa vida desmorona-se e ficamos sozinhos. Portanto, depende se queremos estar sozinhos ou não.
As mulheres têm medo de ficar sozinhas…
Antigamente, as pessoas da minha idade, e sobretudo mais velhas do que eu, não se divorciavam muito. Atualmente, as pessoas divorciam-se porque já não querem saber. Antigamente, as mães diziam, “aguenta, aguenta, que eu também aguentei”.
Não, não, não! Graças a Deus que isso está a mudar. Tanto nas relações pessoais como no sexo. Em tudo.
Antigamente, uma mulher que dissesse, “oh, bem, eu adorava ter sexo com um gajo, ou adorava ter sexo com dois ou três”, era uma puta. E, se um homem o dissesse, era um machão. As coisas estão a mudar pouco a pouco, mas estão a mudar.