REVISTA DE IMPRENSA || Houve um recrutamento “massivo” feito online
Pelo menos três agentes das forças de segurança estão sob investigação por alegadas ligações ao Movimento Armilar Lusitano (MAL), milícia neonazi desmantelada pela Polícia Judiciária, avança o jornal Público.
Os nomes destes três suspeitos fazem parte de uma lista com cerca de duas dezenas de pessoas sinalizadas pela PJ no desmantelamento da milícia neonazi.
Segundo o jornal, houve um recrutamento “massivo” feito online, sobretudo no Facebook e depois no Telegram, sendo que davam preferência a pessoas que tinham conhecimento de uso de armas ou que gostavam de armas.
A operação levou à detenção de seis indivíduos, incluindo um agente da PSP, quatro dos quais ficaram em prisão preventiva por crimes de terrorismo e posse de armas proibidas. Bruno Gonçalves, o polícia detido, já tinha histórico disciplinar, incluindo um caso de morte em serviço arquivado por legítima defesa. A par dele, os detidos incluem um segurança privado, um ex-emigrante, um operador aeroportuário e um consultor informático.
Esta é a segunda vez, em dois meses, que forças de segurança são associadas a redes extremistas. A ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, continua em silêncio.