"Serei um Presidente exigente". Seguro cumpre segundo dia de roteiro da tomada de posse e pede "acordo equilibrado" para lei laboral

10 mar, 11:38


 

Presidente da República esteve em Mourísia, Arganil, aldeia que ficou cercada pelas chamas nos incêndios de verão, e que prometeu visitar assim que tomasse posse

António José Seguro visitou, esta terça-feira, Mourísia, em Arganil, onde falou sobre as negociações da lei laboral que na segunda-feira acabaram sem consenso.

"O país precisa de um acordo equilibrado em matéria de legislação laboral. E das informações que recolhi, nada está fechado. E por isso o meu apelo, renovo aqui, é que os representantes dos trabalhadores, os representantes dos empresários e o Governo voltem rapidamente a sentar-se para encontrarem uma solução que passe por um acordo equilibrado entre as partes. Eu sou um homem de esperança. E a minha esperança é que o regresso à mesa das negociações conduza a um acordo equilibrado. É esse o meu desejo".

Em Mourísia, o Presidente da República disse ainda aos populares que estes "podem contar com o vosso Presidente da República" e que os "muitos dos problemas que existem dependem daquilo que nós podemos fazer para os melhorar e para os solucionar".

"A atenção que a Mourísia precisa e o interior do nosso país exige respostas da política. E, sobretudo, quando se fazem promessas de apoio, é importante que essas promessas sejam concretizadas. O Sr. Presidente da Câmara acabou de me informar que ainda há apoios por concretizar em termos dos incêndios que ocorreram no verão passado. E que só no Conselho de Arganil estamos a falar de cerca de 4 milhões de euros. E, portanto, o meu apelo é que menos expectativas, mais apoios. Menos palavras, mais atos", referiu o chefe de Estado.

Voltando a referir que será "um presidente exigente", Seguro assegurou ainda que "nunca" dispensará "o conselho do povo" e explicou que estas "visitas servem para ouvir os portugueses".

Seguro lembrou ainda que foi criada uma Comissão Técnica Independente por causa dos incêndios, mas que três meses depois "ainda não tem todos os membros".

"Essa lei entrou em vigor em janeiro. Estamos em março e essa Comissão ainda não tem todos os membros, que são doze, para poder começar a funcionar. E dentro de poucos meses temos novamente o verão e uma época potencial de incêndios. Ora, aqui está um exemplo do que não pode acontecer no nosso país. Quando se toma uma decisão, ela tem que ser num momento certo e tem que entrar em funcionamento para cumprir com os seus objetivos. É também desta exigência que eu falo. E isto não precisa de dinheiro. Precisa apenas de mudar a maneira como se faz política em Portugal."

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