Miguel Oliveira preocupado em Valência: «Sinto que estou a correr muitos riscos»

14 nov, 20:11
Miguel Oliveira (AP Photo/Jose Breton)

Piloto português prepara-se para a despedida do MotoGP, mas queixa-se da falta de aderência da sua mota nos treinos cronometrados

Miguel Oliveira lamentou esta sexta-feira a falta de aderência da sua Yamaha M1 da equipa Prima Pramac, que limitou o seu desempenho nos treinos cronometrados do Grande Prémio da Comunidade Valenciana, última corrida da temporada que vai também assinalar a despedida do piloto de Almada do MotoGP.

Miguel Oliveira terminou o dia na 21.ª posição, a 1,064 segundos do mais rápido da sessão, o espanhol Pedro Acosta (KTM).

«Foi um dia mau, tenho de admitir. Não esperava ter tão pouca aderência. Tenho-me queixado disso desde Portimão», destacou o piloto português, em declarações difundidas pela assessoria de imprensa da equipa Pramac, aludindo à corrida do fim de semana passado, no Autódromo Internacional do Algarve, em que terminou no 14.º lugar.

De resto, Oliveira admitiu que não tem aderência suficiente «para fazer a mota virar». «Sinto que estou a correr muitos riscos com a frente da mota. Não consigo ter o potencial total da mota à saída das curvas», explicou.

O piloto português referiu que, por causa desse problema, a mota «patina demasiado» e não consegue «sair rápido» das curvas.

«Foi um dia muito frustrante porque sinto-me confortável a pilotar, mas a mota simplesmente não tem desempenho», concluiu.

No sábado, disputa-se a qualificação e a corrida sprint do GP da Comunidade Valenciana, a 22.ª e última prova do Mundial de MotoGP deste ano, cujo virtual campeão é o espanhol Marc Márquez (Ducati).

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