«Vou ser sempre profissional, só pedi à Yamaha que também o fosse comigo»

4 set 2025, 16:23
Miguel Oliveira (Foto: Gold & Goose Photography/Getty Images)

Miguel Oliveira comenta saída da Pramac Racing no final da temporada e fala do seu futuro

Miguel Oliveira confessou-se «um bocadinho surpreso» com a decisão da Pramac Racing, equipa de desenvolvimento da Yamaha, em não renovar o seu contrato, em detrimento do australiano Jack Miller, mas garante estar «muito tranquilo quanto ao futuro», que pode passar por manter-se no MotoGP, como piloto de testes, ou pela mudança para a categoria de Superbikes.

O piloto português sabia que, em 2024, quando assinou pela Yamaha, o acordo era de «um ano mais um, com uma cláusula de performance a metade do primeiro ano», cuja avaliação ficou condicionada pelas lesões que sofreu no último ano, que o retiraram da competição durante várias semanas.

«Além disso, após o meu retorno, foi anunciado um segundo piloto para a estrutura em 2026 (Toprak Razgatlioglu). Isso tudo causou uma série de condicionantes que saíam totalmente do meu controlo. Mas, como sempre, cheguei às corridas com motivação e vontade de fazer as coisas bem. Era muito difícil exigir perfeição de uma moto que está longe de ser perfeita. As decisões têm de ser tomadas. Podemos concordar ou não com elas, mas há que olhar em frente», comentou Miguel Oliveira, à Sport TV.

Apesar deste desfecho, o português diz-se «bastante motivado» para fechar o ano da melhor forma possível, procurando ser «mais competitivo» para «conseguir capitalizar um bom resultado» nos grandes prémios que faltam disputar na atual edição do MotoGP.

«Sabia para o que vinha, em 2024, e a minha abordagem não vai mudar. Vou ser sempre profissional, até ao fim. A única coisa que pedi à Yamaha foi que também o fosse comigo. As coisas vão continuar assim até final», acrescentou o piloto de Almada, que dentro da estrutura da Yamaha é visto como «um piloto que tem sempre comentários muito coerentes e diretos, e isso para eles é muito positivo», notou.

Garantindo ter uma «excelente relação» com Jack Miller, que definiu como «um excelente team player», Miguel Oliveira diz que «o futuro está em aberto», dispondo nesta fase de «várias opções em cima da mesa para ponderar».

«Passei neste paddock muito tempo da minha carreira desportiva e gostava de manter esta ligação. Só a vou poder ter, forçosamente, como piloto de testes dada a dinâmica do ano que vem», lembrou o Falcão, desde 2011 a competir no Mundial de MotoGP.

Uma possível passagem para as Superbikes não está colocada de parte. «O papel de piloto de testes a tempo inteiro deixa-me muito dividido, apesar de querer estar ligado ao paddock. Quero competir, estar em pódios e vencer corridas. Ir para as Superbikes deixa-me possivelmente muito agradado, sobretudo porque os potenciais lugares são em equipas oficiais, com estruturas bem montadas e fortes. Espero que nos próximos dias ou semanas as coisas se possam concretizar», concluiu.

Miguel Oliveira está em Barcelona para disputar o Grande Prémio da Catalunha, a 15.ª etapa do Mundial de MotoGP. A corrida Sprint está agendada para sábado (14h00) e a principal para domingo (13h00).

Na geral de pilotos, o português da Pramac Racing ocupa o 23.º lugar, com 10 pontos. Na liderança surge, destacado, o espanhol Marc Márquez (Ducati), com 455 pontos.

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