«Ainda não assinei, mas acredito que o meu futuro será no MotoGP»

16 jun, 22:34
Miguel Oliveira vence GP da Indonésia (EPA)

Miguel Oliveira diz que «é difícil esperar por uma decisão alheia»

O piloto português Miguel Oliveira afirmou esta quinta-feira que ainda não tem o «futuro decidido», mas frisou que espera continuar na grelha de MotoGP em 2023.

Em entrevista ao site oficial do Campeonato do Mundo de velocidade em motociclismo, o piloto da KTM revelou que ainda não assinou com outra equipa.

«Ainda terá de ser completamente decidido. Ainda não assinei com nenhum construtor, mas acredito que o meu futuro será aqui no Mundial», disse.

O corredor luso, que termina contrato com a KTM no final desta temporada, lembra que «ainda há muitos pilotos que não assinaram contrato» entre os do pelotão.

«É difícil ter o futuro nas mãos de outra pessoa ou esperar por uma decisão alheia, mas é assim que as coisas estão. Sinto-me agradecido por poder ter estado com a KTM tantos anos, desejo-lhes sorte. Terá sempre um lugar no meu coração. Apesar de nos separarmos no final do ano espero fazer o melhor que puder e ainda fazer pódios nesta segunda fase da temporada», vincou.

O piloto de Almada reconheceu que a marca austríaca «fez todos os esforços» para o manter, «mas na Tech3 [a equipa satélite]».

«Expressei que não queria. Acho que a posição em que melhor posso contribuir melhor e que mereci com resultados é na equipa de fábrica», explicou.

Miguel Oliveira admite que, «às vezes, queria muito estar envolvido neste projeto mais anos e levar a mota para um outro nível porque há muito potencial», mas admitiu que esta pode ser «uma oportunidade».

«É bom sentar-me com outros construtores e ouvir a sua opinião sobre mim. Sinto-me motivado para conseguir aquilo que consigo», notou.

O piloto português disse ainda, nesta entrevista, que não se sente «uma superestrela», embora seja reconhecido «em todo o país».

«Não é que não fique confortável, mas não me vejo como uma superestrela. Mas estou num local entre os fãs de grande reconhecimento e as pessoas gostam de mim por levar a bandeira no campeonato. É uma consequência do que fazemos, ter esta popularidade. Sinto que sou um privilegiado por ser o único e não ter com quem partilhar este apoio», brincou.

Desde que entrou no Mundial, Miguel Oliveira sente que «as pessoas falam mais deste desporto, o que é bom, mas às vezes [isso] gera alguns mal-entendidos e discussões nas redes sociais».

«As pessoas falam e não sabem sobre o que estão a falar, mas falam de qualquer maneira, o que é bom», afirmou.

O piloto luso disse ainda que quer «terminar o curso» de dentista e assumiu que a paternidade lhe deu mais um motivo para conseguir bons resultados.

«Tive sorte em ter estabilidade e calma com a minha mulher. Mas com uma filha entramos num universo completamente diferente. Tenho de fazer com que o tempo que estou fora conte e seja proveitoso. Já que não estou com ela a vê-la crescer, tenho de fazer alguma coisa que conte», confessou.

Miguel Oliveira tem nova prova pela frente já neste fim de semana, em que decorre o Grande Prémio da Alemanha de MotoGP, 10.ª prova do campeonato do mundo. Na sexta-feira disputam-se os primeiros treinos livres, sábado ocorre a qualificação e, domingo, a corrida.

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