Ucrânia atinge navio-almirante da frota do Mar Negro com mísseis. Rússia confirma "incêndio" a bordo

14 abr, 08:45
Moskva (AP)

O cruzador participou, nos primeiros dias da invasão, num ataque contra a ilha das Serpentes, localizada no mar Negro, perto da fronteira romena, onde um grupo de soldados ucranianos protagonizou um dos momentos mais célebres do conflito ao responder ao pedido de rendição

O navio-almirante da frota russa do Mar Negro e uma das mais importantes embarcações da marinha russa, o Moskva, foi atingido na noite de quarta-feira pelo exército ucraniano com mísseis antinavio, acabando por ser abandonado em alto mar pela sua tripulação. Moscovo confirma a evacuação do navio "devido a um incêndio". Ainda não existe confirmação de que o navio tenha sido afundado.

O ministério da Defesa russo confirmou um “incidente” a bordo do navio de guerra, em declarações às agências de comunicação estatais TASS e Ria Novosti. Moscovo afirma que houve um incêndio e que a embarcação ficou seriamente danificada e a tripulação teve de ser evacuada. As autoridades acrescentam também que o caso vai ser investigado.

No entanto, os primeiros relatados surgiram na rede social do Telegram, onde o chefe da administração militar regional de Odesa, Maksym Marchenko, garantiu que vários mísseis antinavio Neptuno disparados da cidade atingiram o cruzador da Classe Slava. 

"Não entendemos o que aconteceu", disse, de forma sarcástica, um conselheiro do Presidente ucraniano. "Chegou uma surpresa ao navio-almirante da frota russa no mar Negro", disse Oleksiï Arestovitch, num vídeo publicada na plataforma YouTube.

O Moskva “está a arder intensamente. E com este mar agitado, é impossível saber quando eles poderão receber ajuda", disse Arestovitch, assegurando que "510 tripulantes" estavam a bordo.

O cruzador participou, nos primeiros dias da invasão, num ataque contra a ilha das Serpentes, localizada no mar Negro, perto da fronteira romena, durante o qual 19 marinheiros ucranianos foram capturados. Os marinheiros foram posteriormente trocados por prisioneiros russos.

Com mais de 186 metros de comprimento, 12 mil toneladas e uma tripulação de quase 500 marinheiros, o Moskva era um dos maiores e mais importantes navios da frota militar russa. Construído pela marinha soviética, foi batizado com o nome Slava, acabando por mudar de nome para Moskva em 1995.

A embarcação está equipada com uma vasta gama de mísseis antinavio e antiaéreos, bem como vários torpedos e sistemas de defesa, o que significa que o Moskva transportava uma vasta quantidade de explosivos no momento em que a explosão terá ocorrido.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou quase dois mil civis, segundo dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra causou a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, mais de 4,5 milhões das quais para os países vizinhos.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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