REVISTA DE IMPRENSA || Entre 2022 e 2024, a taxa de mortalidade padronizada foi de 11,31 mortes por mil habitantes
A mortalidade em Portugal continua a desenhar um mapa desigual que se repete ano após ano. De acordo com o jornal Expresso, Açores, Madeira, Alentejo e Algarve registam as taxas padronizadas mais elevadas, num contraste marcado com o Norte e parte do Centro, revelando que há concelhos onde o risco de morrer mais cedo chega a ser o dobro de outros, revelando disparidades estruturais que especialistas classificam como um alerta vermelho.
Entre 2022 e 2024, a taxa de mortalidade padronizada foi de 11,31 mortes por mil habitantes, mas oscila entre um máximo de 21,9 em Barrancos e 9,1 em Mogadouro. Mais de metade dos municípios acima da média nacional concentram-se nos Açores e nos distritos de Beja e Portalegre, enquanto Braga, Aveiro e Bragança reúnem a maioria dos que apresentam os valores mais baixos.
Os padrões mantêm-se estáveis há mais de uma década e apontam para uma desigualdade estrutural: a privação socioeconómica. Municípios mais pobres chegam a registar taxas 15% superiores às zonas mais favorecidas.
Segundo o jornal, fatores como desemprego, rendimentos baixos, empregos exigentes, consumos de risco e menor acesso a cuidados preventivos contribuem para o agravamento da saúde, sendo que a prevalência de doenças crónicas e as dificuldades no acesso efetivo ao SNS reforçam a distância entre territórios.