Inspetor-geral tenta acelerar processos
Apesar de terem passado sete meses desde que morrerem 12 pessoas durante a greve dos técnicos do INEM, ainda não há conclusões das autoridades sobre o impacto que as falhas tiveram nos casos com desfecho fatal.
A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS) tem o processo entre mãos e, na altura, a então ministra da Saúde, Ana Paula Martins, prometeu agir em conformidade com o resultado final.
O caos vivido a 4 de novembro de 2024 no INEM levou à abertura de um processo de inquérito na IGAS, mas até ao momento nenhuma das investigações está concluída, faltando em quatro delas informação sobre as autópsias que foram pedidas pelo Ministério Público ao Instituto de Medicina Legal.
O inspetor-geral Carlos Caeiro Carapeto fez, entretanto, um despacho para separar os 12 processos e os divulgar de forma independente à medida que vão sendo finalizados. Além disso, Carlos Caeiro Carapeto definiu o final de julho como prazo máximo para a conclusão dos 12 processos relativos às mortes que ocorreram nas paralisações que atingiram os técnicos do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes).
Os problemas no INEM ocorreram na altura em que decorria desde 30 de outubro uma greve dos técnicos de emergência às horas extraordinárias, o que veio a coincidir com paralisações da Função Pública a dia 31 de outubro e a 4 de novembro. Neste último dia a situação foi de tal forma complexa que chegou a existir um período em que oito em cada dez pedidos de socorro ficaram sem resposta imediata.
