Investigação a mortes em lares ilegais esteve um ano parada no DCIAP

CNN Portugal , TFR
18 jun, 07:59
Lar de idosos
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REVISTA DE IMPRENSA | Alguns dos suspeitos optaram por prestar declarações, pelo que só após o fim dos interrogatórios serão conhecidas as medidas de coação. Estão indiciados por crimes de homicídio, fraude fiscal e burla

A investigação aos alegados maus-tratos e mortes de idosos em lares ilegais de Lousada esteve cerca de um ano sem avanços no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), em Lisboa, segundo o Jornal de Notícias. O processo só voltou a registar diligências após regressar ao Ministério Público de Lousada, na sequência de uma diretiva do procurador-geral da República, Amadeu Guerra, que determinou o fim da concentração destes inquéritos no DCIAP. Foi esse novo impulso que levou, anteontem, à detenção de nove suspeitos.

O inquérito teve origem em 2023, após denúncias apresentadas por familiares de utentes, pelo Hospital Padre Américo, em Penafiel, e pela Câmara Municipal de Lousada. No entanto, ainda nesse ano, a então procuradora-geral da República, Lucília Gago, decidiu concentrar as investigações relacionadas com crimes em lares no DCIAP, levando o processo para Lisboa.

Em setembro de 2024, foram realizadas as primeiras buscas aos lares suspeitos, numa operação conduzida pela GNR. Na altura, seis elementos da família responsável pelos espaços foram constituídos arguidos por suspeitas de agressões físicas, falta de higiene e alimentação insuficiente aos utentes, tendo ainda sido retirados 14 idosos dos lares ilegais. Depois dessa operação, o processo terá registado poucos desenvolvimentos, mantendo-se a atividade dos suspeitos nas mesmas residências.

Já sob orientação de Amadeu Guerra, o processo regressou ao Ministério Público de Lousada, que retomou rapidamente a investigação. 

Os sete detidos pela GNR começaram a ser interrogados no Tribunal de Penafiel na tarde de quarta-feira, mas a diligência foi interrompida e prossegue esta quinta-feira. Alguns dos suspeitos optaram por prestar declarações, pelo que só após o fim dos interrogatórios serão conhecidas as medidas de coação. Estão indiciados por crimes de homicídio, fraude fiscal e burla.

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