A mulher, de 73 anos, morreu na quarta-feira à noite depois de esperar 40 minutos pelo socorro
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) abriu uma auditoria interna aos procedimentos associados ao caso da mulher que morreu na Quinta do Conde, Sesimbra, depois de esperar mais de 40 minutos por socorro.
A mulher de 73 anos morreu na quarta-feira à tarde, na Quinta do Conde, em Sesimbra, depois de esperar pelo socorro, que foi levado a cabo por uma ambulância dos bombeiros de Carcavelos, a 35 quilómetros de distância.
Numa publicação no Instagram, os bombeiros de Carcavelos dizem que a ocorrência distava cerca de 35 quilómetros do quartel e que, "apesar da pronta saída do quartel, a distância entre as duas localidades condicionou inevitavelmente o tempo de chegada ao local".
"Durante a tarde de hoje, a nossa equipa foi mobilizada para uma ocorrência de paragem cardiorrespiratória (PCR) no concelho do Seixal, a cerca de 35 km de Carcavelos. Apesar da pronta saída do quartel, a distância entre as duas localidades condicionou inevitavelmente o tempo de chegada ao local. Em situações de PCR, cada minuto é determinante - por cada minuto que passa sem manobras de reanimação, a vítima perde cerca de 10% de hipóteses de sobrevivência. Este tipo de ocorrência relembra-nos a importância dos tempos de resposta e da proximidade dos meios de socorro, salientando que, mesmo com a melhor preparação técnica e humana, a distância é um fator crítico na probabilidade de sucesso da reanimação. Continuamos empenhados em garantir resposta rápida, profissional e humana, ainda que, por vezes, as limitações geográficas e de cobertura operacional criem desafios significativos ao trabalho dos bombeiros", lê-se na publicação no Instagram.
Em declarações à CNN Portugal, o comandante dos bombeiros de Carcavelos, Paulo Santos, o pedido de socorro chegou ao quartel às 14:00 de quarta-feira, tendo a ambulância saído para o local 2 minutos depois.
"Demoraram 40 minutos a chegar ao local", afirmou ainda.
Segundo o comandante, o envio de ambulâncias para a Margem Sul é recorrente.
À CNN Portugal, o filho da idosa diz que telefonou para os bombeiros de Sesimbra (13:38) e que o informaram que tinha de ligar para o 112. A chamada foi feita às 13:39 e às 14:29 fez a última chamada ao 112 a perguntar pela demora. A ambulância só chegou ao local às 14:59.
A TVI e CNN sabem que o INEM contactou bombeiros de Sesimbra por volta das 14:00 uma vez que são a corporação mais próxima, mas no momento os bombeiros de Sesimbra estavam com uma ocorrência de levantamento de um cadáver e sem ambulâncias disponíveis.