A análise do treinador do Moreirense ao empate arrancado na visita ao Estoril (3-3)
Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense, em conferência de imprensa, depois do empate arrancado na visita ao Estoril (3-3), em jogo da 13.ª jornada da Liga.
Jogo com muitos golos. O Moreirense entra a ganhar e acaba a empatar
«Sem dúvida, se olharmos só para o ponto de vista ofensivo, na chamada transição ofensiva, devíamos claramente ter conseguido ganhar o jogo. Mas não consigo dizer que o resultado não é justo, porque a nível defensivo cometemos muitos erros. No segundo e no terceiro golo são lances em que temos a obrigação de controlar melhor. O Estoril é uma boa equipa, com bons executantes e aproveitou a nossa desatenção para virar o jogo. Respeitámos muito o Estoril na forma como montámos a nossa equipa para defender. O que queríamos era não deixar o Estoril passar bolas para dentro do nosso bloco. Isso fez com que passássemos alguns períodos sem bola, mas também temos de dar mérito ao Estoril que soube aproveitar as nossas falhas. Houve algum demérito da nossa parte, falhas nos duelos individuais, mas fizemos um jogo muito competente do ponto de vista ofensivo. Queríamos forçar os centrais do Estoril a cometer erros e isso conseguimos. Não é fácil, neste campeonato, marcar três golos».
Apostou em dois jovens na segunda parte que acabaram por estrear-se a marcar [Afonso Assis e Luís Semedo]
«O mais importante referir é a capacidade que tivemos para trazer gente de fora para acrescentar. Isso demonstra que o Moreirense tem um plantel bem montado, um plantel com soluções, que permite ao treinador escolher dentro das diferente dinâmicas que entende. Um jogador mais novo tem menos experiência, mas para mim a qualidade não está relacionada com a qualidade. Temos tendência de olhar para os mais jovens como jogadores menos experientes, mas deixo aqui três exemplos. O Kiko, que tem formação Benfica, o Travassos, que tem formação Sporting, e o Vasco [Sousa], que tem formação FC Porto. São jovens mais já experimentaram tanto dérbi, tanto clássico, tantas situações. A idade é o quê? O que importa é a qualidade e vontade de jogar. Muitos deles já passaram por tantas situações e a qualidade é que fala mais alto. São dois jovens com muita capacidade para acrescentar.»
Mudou os centrais, que sinais positivos é que retira deste jogo?
«Há sempre muita coisa boa a retirar dos jogos. O resultado acaba por ser a última coisa que olho quando estou a analisar um jogo. O que olhamos é o que está no nosso controlo, é claramente um jogo em que temos muitas coisas positivas para retirar. Agora também temos coisas que não correram tão bem, que temos de levar como aprendizagem. Algumas delas já tínhamos previsto».
Como explica a entrada na segunda parte em que o Estoril marca dois golos de rajada?
«O jogo é isto, vive de momentos, de erros, de demérito. O que temos de olhar e tentar perceber é que a nossa primeira parte foi positiva, mas se tiver de apontar algo de negativo, será a quantidade de vezes em que podíamos ativar a pressão e não o fizemos. Tentámos fazê-lo na segunda parte e parecia que o jogo estava descontrolado, mas não foi isso. Baixamos um pouco o foco e a concentração e isso muda um jogo. Também há mérito do Estoril., longe de mim querer tirar mérito ao Estoril, acho que é uma das boas equipas do nosso campeonato. Aconteceu, agora é olhar para isso de frente, aprender e tentar melhorar».