Portugal com 710 casos de Monkeypox, mais 77 numa semana

4 ago, 21:16
Monkeypox (GettyImages)

Homens na faixa etária dos 30 aos 39 anos continuam a ser os mais afetados

A Direção-Geral da Saúde atualizou para 710 os casos de infeção por Monkeypox em Portugal, tendo diagnosticado mais 77 casos na última semana, de acordo com o relatório publicado.

Dos casos em que existe informação a maior parte dos doentes têm entre 30 e 39 anos. São 262 as pessoas nessa faixa etária, o que corresponde a 43% dos 616 casos em que existem dados. Existem ainda informações sobre o sexo dos doentes, sendo que das 538 pessoas que se conhecem mais informações, 534 são homens e apenas 4 mulheres.

Todas as regiões de Portugal continental e a Região Autónoma da Madeira reportaram casos de infeção humana por vírus Monkeypox, dos quais 509 (82,5%) na região de saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

A presença do vírus Monkeypox em Portugal foi detetada pela primeira vez há três meses, a 3 de maio, recorda a DGS no relatório semanal com dados recolhidos até 3 de agosto, esta quarta-feira.

A 16 de julho foi iniciada a vacinação dos primeiros contactos próximos de casos e até agora foram vacinadas 73 pessoas, dos 104 contactos considerados elegíveis (70,2%).

A DGS refere que continuam a ser identificados e orientados para vacinação os contactos elegíveis nas diferentes regiões.

De 1 de janeiro a 2 de agosto de 2022, foram reportados à Organização Mundial da Saúde (OMS) 23.357 casos confirmados e 112 casos prováveis de infeção humana por vírus Monkeypox em 83 países.

O número de mortes associadas à doença aumentou, numa semana, de cinco para oito.

Portugal continuava a 2 de agosto, de acordo com os dados da OMS, no grupo dos 10 países mais afetados a nível global: Estados Unidos da América (5.175), Espanha (4.298), Alemanha (2.677), Reino Unido (2.546), França (1.955), Brasil (1.369), Países Baixos (879), Canadá (803), Portugal (633) e Itália (479).

Segundo a DGS, os sintomas mais comuns da doença são febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, dor nas costas, cansaço, aumento dos gânglios linfáticos com o aparecimento progressivo de erupções que atingem a pele e as mucosas.

Uma pessoa que esteja doente deixa de estar infecciosa apenas após a cura completa e a queda de crostas das lesões dermatológicas, período que poderá, eventualmente, ultrapassar quatro semanas, segundo a DGS.

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