MUNDIAL 2026

Saiba tudo aqui
Mais sobre o Mundial 2026

Uma mulher ucraniana disfarçada de homem é a principal suspeita do ataque no Mónaco

CNN , Issy Ronald, Stephanie Halasz e Camille Knight
3 jul, 11:01
Anastasiia Berezovska é procurada por alegado envolvimento no atentado à bomba ocorrido esta semana no Mónaco. Interpol via CNN
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

A informação é avançada pelas autoridades locais

A principal suspeita do atentado à bomba que, na segunda-feira, feriu um magnata ucraniano no Mónaco é uma mulher ucraniana que se fez passar por um homem, segundo as autoridades locais.

Identificada como Anastasiia Berezovska, de 39 anos, num alerta vermelho da Interpol, a suspeita residia mais recentemente na Alemanha e tem uma tatuagem, possivelmente de uma cobra, que se estende do ombro ao cotovelo do braço direito.

Após o ataque, a suspeita fugiu para a vizinha França e seguiu depois de carro para Itália, num veículo com matrícula alemã que tinha sido alugado para a operação, acrescentaram os procuradores.

A sofisticação da bomba utilizada indica que houve mais do que um autor envolvido, afirmaram os procuradores, adiantando que dois homens foram detidos no Mónaco antes de serem libertados por falta de provas.

A principal suspeita é procurada pelas autoridades desde que, há quatro dias, uma bomba explodiu à entrada de um dos edifícios residenciais mais exclusivos do Mónaco. O alvo era o empresário de origem ucraniana Vadym Yermolaiev, segundo a BFMTV, parceira da CNN em França.

Pouco depois do atentado, a BFMTV divulgou uma fotografia da alegada suspeita, que vários órgãos de comunicação social assumiram inicialmente mostrar um homem em fuga. Na imagem, surge com uma camisola preta, calças claras e o cabelo aparentemente escondido sob um chapéu preto.

Yermolaiev, uma mulher e uma criança ficaram feridos na explosão, indicaram anteriormente as autoridades do Mónaco, sem identificarem as vítimas, além de confirmarem que pertenciam a uma "família de origem ucraniana".

A identidade da mulher e da criança continua por revelar. Sabe-se, no entanto, que a mulher ferida não é a esposa de Yermolaiev. Em declarações à emissora pública ucraniana Suspilne, na terça-feira, afirmou que não se encontrava em casa no momento do atentado e que não sofreu quaisquer ferimentos.

Vadym Yermolaiev era o alvo da explosão, avançou a BFMTV, canal afiliado da CNN. Informação obtida pela CNN
Vadym Yermolaiev era o alvo da explosão, avançou a BFMTV, canal afiliado da CNN. (obtida pela CNN)

Uma das vítimas continua em estado crítico e com risco de vida, outra sofreu ferimentos graves e a terceira teve apenas ferimentos ligeiros, informaram os procuradores esta sexta-feira. Outras duas pessoas ficaram feridas pelos estilhaços de vidro na rua, junto ao edifício.

O procurador do Mónaco, Stéphane Thibault, já tinha classificado a explosão como uma "tentativa de homicídio", tornando este o primeiro atentado à bomba com intenção de matar de que há registo nas ruas do principado, conhecidas pelo elevado nível de vigilância e segurança.

Este tipo de violência é extremamente invulgar no Mónaco, um principado com cerca de metade da área do Central Park, em Nova Iorque, mas que conta com 556 agentes da polícia e 1.387 câmaras de videovigilância. O nível de segurança é tal que, no ano passado, não foi registado qualquer homicídio nem sequer uma tentativa de homicídio.

Por isso, um ataque desta natureza, que os procuradores acreditam ter sido cuidadosamente planeado, abalou o pequeno Estado.

As câmaras de videovigilância registaram a suspeita a fazer vários reconhecimentos ao local antes do atentado, usando o mesmo disfarce masculino que utilizou na noite do ataque.

Num dos dias, porém, uma mulher percorreu o mesmo trajeto e adotou um comportamento semelhante, levando os procuradores a concluir que poderá tratar-se da mesma pessoa que colocou a bomba.

Na noite do atentado, as três vítimas regressavam de um jantar num restaurante junto ao mar quando a suspeita colocou um engenho explosivo à entrada do edifício onde residiam, segundo os procuradores. De seguida, voltou-se para confirmar se as vítimas já estavam nas proximidades e acionou a bomba através de um comando à distância.

Este artigo foi atualizado para incluir os desenvolvimentos mais recentes.

Relacionados

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

Europa

Mais Europa

Mais Lidas