«Um dia queres levantar-te da cama e não consegues sequer mexer os braços»

18 nov 2020, 13:30
Wozniacki aumenta o peito e imita Serena Williams (Reuters/Nacho Doce)

Caroline Wozniacki recorda doença que a levou a deixar o ténis em janeiro

Antiga número um mundial do ranking WTA, Caroline Wozniacki retirou-se em janeiro, após o Open de Austrália. A tenista dinamarquesa foi diagnosticada com artrite reumatoide em 2018 e viu-se obrigada a deixar a competição. 

«Passei a ser uma nova Caroline. Um dia queres levantar-te da cama e não podes, não consegues mexer-te. És uma das melhores tenistas do mundo, reconhecida pela tua capacidade atlética e não te mexes. Foi um choque nem os braços conseguir mexer», contou, em entrevista à Marca.

Agora, Wozniacki dedica-se a ajudar quem sofre da doença «através das redes sociais, entrevistas ou conferências».

«Encontrei um bom reumatologista e agora vivo uma vida normal, dentro do possível. Às vezes a doença dá-me luta, mas noutras ocasiões sou eu quem vence. Sou feliz a ajudar as pessoas, para que se conheça exatamente o que é a artrite reumatoide. Demorei muito a encontrar um diagnóstico para o meu problema, por isso decidi que ia ajudar no que fosse necessário porque isto pode afetar qualquer pessoa, seja jovem ou de mais idade», sublinhou.

Quando foi diagnosticada com a doença, a tenista preferiu não virar a cara à luta e continuou a competir mesmo com as dores.

«Não vi o problema como um handicap. Ganhei o título em Pequim e joguei muito bem no Masters. Tem de se aprender a viver com isto. Como tenista tens de estar sempre ao mais alto nível e às vezes isso não é possível. Encarei a situação como uma forma de me superar», confessou.

«Não podia jogar muitos torneios, tinha de ouvir o meu corpo. Às vezes levantava-me e não me sentia bem. A solução era descansar durante esse dia. No final aprendi a lidar com isto», acrescentou. 

Ao longo de uma carreira de quase 15 anos, Wozniacki venceu 30 títulos WTA, entre os quais o Open da Austrália em Melbourne. Além disso, liderou o ranking mundial feminino durante 67 semanas, entre 2010 e 2012.

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