«Perguntam-me se estou reformado. De quê? Nunca trabalhei na vida»

18 mai, 18:55
Ott Tanak venceu Rali de Portugal

Velhas «glórias» recordaram a passagem pelo rali de Portugal

Vários antigos campeões do mundo de rali, com passagens marcantes pelo Rali de Portugal, cuja edição de 2022 arranca na próxima quinta-feira, recordaram esta quarta-feira na Exponor momentos altos e formas de ver a vida após a retirada da competição.

«A vida é para viver ao máximo. As pessoas perguntam-me se estou reformado. Reformado de quê? É preciso trabalhar, primeiro. Não trabalhei nada na vida, de certa forma. A vida desenrola-se à minha frente, é o que eu sinto. Enquanto tiver boa saúde, vamos a isso», atirou o finlandês Ari Vatanen, campeão mundial em 1981.

«As pessoas [na Finlândia] estão satisfeitas, estamos habituados a ser campeões, mas dois Sebastians roubaram-nos os títulos durante quase duas décadas. Loeb e Ogier são dois amigos, tenho muito respeito por eles, mas...», referiu-se ainda ao atual líder do Campeonato do Mundo, o seu compatriota Kalle Rovanperä..

Já francesa Michèle Mouton relembrou a vitória no Rali de Portugal de 1982, depois de no ano anterior surpreender em Sanremo, tornando-se na primeira mulher a vencer uma prova do WRC.

«Portugal chegou após Sanremo, disse sempre que quando se vence uma vez, há mais confiança, e claro que aqui em Portugal não esperava ganhar. Consegui vencer, e o que me lembro mais é, diria, quando terminámos ver mulheres pela estrada, está na minha memória. Foi uma sensação especial», descreveu Mouton. 

Na recordação da antiga piloto, agora com 70 anos, está uma presença em Portugal «muito especial, com adeptos incríveis», reforçou.

O Mundial de ralis (WRC) foi lançado em 1973 e, desde então, 35 países receberam etapas da prova. Portugal foi anfitrião na época inaugural e este ano recebe o 619.º rali do campeonato.

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