Prova dos Mundiais de atletismo ficou marcada por falsa partida e foi ganha por Alphonce Simbu, da Tanzânia, mesmo em cima da meta!
O atleta português Rui Pinto terminou no 42.º lugar a maratona dos Campeonatos do Mundo de atletismo Tóquio2025, esta segunda-feira, com o tempo de 02:19.50 horas, a 09.58 minutos do vencedor, o tanzaniano Alphonce Simbu.
O maratonista do Sporting, de 32 anos, estreou-se em Mundiais, sob condições extremas de temperatura e humidade, tentando manter o ritmo e à procura de um resultado um pouco melhor.
O campeão do mundo só foi encontrado em cima da linha da meta. Simbu conseguu a primeira medalha de ouro de sempre para a Tanzânia (02:09.48 horas), impondo-se pela menor margem de sempre na distância, por três centésimos de segundo, ao alemão Amanal Petros. O italiano Iliass Aouani ficou com o bronze, ao gastar mais cinco segundos do que a dupla da frente.
Rui Pinto, que tem 2:11.23 como melhor marca, cinco segundos mais rápido do que o registo alcançado já este ano, agradeceu a todos os que o acompanham diariamente e o ajudam no processo, com o desfecho alcançado numa prova com 22 desistentes.
«Naturalmente, tinha expectativas de fazer um pouquinho melhor, mas as condições eram muito difíceis. Tinha de se fazer uma boa gestão para conseguir fazer um resultado aceitável e foi isso que fui fazendo. Fui tentando lutar contra as adversidades e, quando a prova começou a ficar difícil, foi ser forte mentalmente para conseguir acabar e fazer o melhor resultado possível», explicou, falando das adversidades.
«O pior foi a humidade. Senti que a temperatura corporal começa a aumentar muito e temos de tentar refrescar o corpo exageradamente, em todos os abastecimentos. A maior dificuldade é respirar, fazer toda essa gestão de esforço, de ritmo e hidratação» explicou.
O atleta natural de Felgueiras saudou o regresso ao palco principal dos Mundiais da maratona, apesar da pouco habitual repetição da partida numa maratona. «Nunca tinha visto uma falsa partida numa maratona. Foi caricato e nem eu estava a perceber o que estava a acontecer, com o speaker a mandar parar, os atletas a continuarem a correr. Não é normal, numa maratona, numa prova com tanto tempo pela frente, estarem tão ansiosos ao ponto de fazer uma falsa partida», recordou.
O também atleta do Sporting Samuel Freire, por Cabo Verde, foi um dos 66 finalistas da maratona da 22.ª edição dos Mundiais de atletismo, concluindo os 42,195 quilómetros em 02:27.26, na 59.ª posição.