Campeã olímpica alvo de violência doméstica: «Achei que ia morrer»

1 dez 2021, 17:46
A judoca Margaux Pinot foi alvo de violência doméstica
A judoca Margaux Pinot foi alvo de violência doméstica

Judoca francesa Margaux Pinot recorreu às redes sociais para mostrar a sua indignação pela libertação do marido e treinador

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A judoca francesa Margaux Pinot, campeã olímpica por equipas mistas em Tóquio2020, recorreu às redes sociais para manifestar toda a sua indignação pela libertação do marido e treinador, Alain Schmitt, que tinha sido detido por violência doméstica. A judoca fez um relato impressionante sobre as agressões de que foi alvo da parte do marido e manifestou-se incrédula com a sua posterior libertação.

«Na noite de sábado para domingo, fui vítima de uma agressão em minha casa da parte do meu companheiro e treinador. Fui insultada, socada e a minha cabeça foi contra o chão várias vezes. E finalmente estrangulada», começa por escrever Margaux Pinot na sua conta pessoal no Instagram.

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A judoca de 27 anos prossegue depois o relato, acrescentando a estupefação pela libertação do agressor. «Achei que ia morrer, mas consegui fugir e refugiar-me em casa dos meus vizinhos que imediatamente chamaram a polícia. Tenho várias lesões, entre as quais uma fratura no nariz e dez dias de baixa no trabalho. Hoje a justiça decidiu libertá-lo», acrescentou.

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Margaux Pinot, apesar de tudo, destaca o facto de ter conseguido defender-se e acaba a sua publicação com uma mensagem de solidariedade para outras mulheres que também são alvo de violência doméstica, mas sem as mesmas possibilidades de defesa. «O que vale a sua defesa de calúnia contra as minhas feridas e sangue espalhado pelo meu apartamento? O que é que era preciso mais? A minha morte no final, talvez? Foi provavelmente o judo que me salvou. Os meus pensamentos estão com aquelas que nada podem dizer», destacou ainda.

Alain Schmitt foi detido ainda na madrugada de sábado na região de Seine-Saint-Denis, em Paris, mas saiu em liberdade na terça-feira.

A judoca francesa Clarisse Agbégnénou, colega de equipa de Pinot, também demonstrou a sua indignação nas redes sociais. «Não tenho palavras para exprimir tudo o que se passa na minha cabeça e no meu corpo de mulher em relação ao que sofreu a minha colega de equipa Margaux Pinot. Estou ainda mais chocada com a decisão do tribunal. O que é preciso para que as sanções apareçam, a morte?», perguntou Clarisse.

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