MUNDIAL 2026

Saiba tudo aqui
Mais sobre o Mundial 2026

EUA iniciam testes genéticos em atletas femininas antes dos Jogos de Inverno

1 nov 2025, 17:16
Ski (Frank Heinen/VOIGT/GettyImages)
Adicione a CNN como fonte preferidaSiga-nos no Google News ?Saiba mais

Medida da FIS visa garantir competição justa, mas levanta debate sobre direitos e privacidade das atletas

A poucos meses do início dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, o Comité Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC) anunciou que começou a identificar as atletas que deverão realizar os testes de gene SRY, para poderem participar na competição.

Esta medida surge na sequência de uma política da Federação Internacional de Ski e Snowboard (FIS), adotada no mês passado. A regra exige que as atletas que desejem competir em provas femininas realizem o chamado teste de gene SRY, para identificar o seu sexo biológico e garantir a elegibilidade para as competições. O teste tem um custo aproximado de 250 dólares (cerca de 215 euros) por participante.

Jonathan Finnoff, diretor médico do USOPC explicou à AP em que consiste o trabalho desempenhado por eles nesta fase. «O nosso papel nisso foi ajudar a identificar laboratórios e opções para que as atletas pudessem fazer o teste. A missão do USOPC era encontrar uma maneira de tornar esse processo o mais simples possível.»

Segundo a FIS, o objetivo da medida é proteger o desporto feminino e assegurar condições justas de competição. No entanto, a política anunciada tem gerado um intenso debate sobre privacidade, identidade de género e direitos das atletas.

De recordar que o USOPC já havia proibido a participação de mulheres transgénero em provas femininas, por conta de uma ordem executiva emitida por Donald Trump, intitulada «Manter os homens fora dos desportos femininos».

Informação em todas as frentes, sem distrações? Navegue sem anúncios e aceda a benefícios exclusivos.
TORNE-SE PREMIUM

E.U.A.

Mais E.U.A.

Mais Lidas