Futsal: Portugal dá a volta à Itália e entra a ganhar no Europeu

24 jan, 15:13
Itália-Portugal (Foto: Oliver Hardt - UEFA/UEFA via Getty Images)

Memórias Kutchy Kutchy de Ljubljana inspiram portugueses para arranque vitorioso na fase final

Na cidade onde Portugal, há oito anos, se sagrou pela primeira vez campeão europeu de futsal, a Seleção nacional quebrou uma espécie de maldição na estreia na edição 2026 do torneio. Venceu pela primeira vez a Itália (6-2) em fases finais e reforçou o estatuto de candidata ao “tri” em Europeus.

A etapa inicial foi quase simétrica. Se a Itália marcou cedo, por Musumeci (2m), na sequência de uma reposição lateral, Portugal empatou na reta final, por Diogo Santos (16m), do mesmo modo. E se, pouco antes de ter marcado, o jogador do Sporting acertou no poste da baliza italiana (16m), Giovanni Pulvirenti imitou-o pouco depois (18m).

Ainda assim, os portugueses foram os que mais tentaram visar a baliza adversária, realidade que o golo sofrido de forma prematura potenciou.

Para lá do tento de Diogo Santos, Kutchy (5m) e Erick (12m) protagonizaram perdidas incríveis à boca da baliza transalpina. No outro lado da “quadra”, Bernardo Paçó raramente foi incomodado, exceção feita a um livre frontal, batido pelo companheiro de equipa no Sporting, Alex Merlim, que o guarda-redes luso travou com competência (15m).

A sensação de equilíbrio desvaneceu na segunda parte, que até arrancou com um par de defesas apertadas de Bernardo Paçó, a remates de Alex Merlim e Gabriel Motta, antes de Kutchy ter aberto o livro.

O ala do Benfica bisou no espaço de poucos segundos, na sequência de uma ação individual e de um remate de primeira, fazendo desabar a resistência italiana.

Pouco depois surgiu o 4-1, apontado pelo estreante nestas andanças Rúben Góis, e, para piorar as coisas para a Itália, Ítalo Rossetti, antigo jogador do Sp. Braga, foi expulso pouco depois devido a uma agressão a André Coelho (28m).

Ainda assim, os transalpinos ainda conseguiram reduzir aos 31 minutos, num autogolo involuntário de Tiago Brito após uma defesa para a frente de Bernardo Paçó.

A aproximação no marcador foi mais um motivo para o selecionador italiano apostar no guarda-redes avançado para os últimos cinco minutos, estratégia que só não deu frutos porque De Oliveira, solto ao segundo poste, falhou de forma incrível o desvio para a baliza portuguesa.

O tudo por tudo da Itália acabaria por ficar condicionado pela expulsão de Giovanni Pulvirenti, a dois minutos do fim, esta por acumulação de amarelos.

Em vantagem numérica, Diogo Santos bisou e, já dentro do último minuto, Bruno Coelho aproveitou um mau passe dos italianos, que mantiveram a aposta no guarda-redes avançado, para fechar o marcador com um golo fácil.

Às 16h30 deste sábado arranca o outro jogo da primeira jornada do Grupo D do Europeu, que opõe a Hungria à Polónia. Portugal volta à ação na próxima terça-feira (16h30) para defrontar a seleção húngara, novamente em Ljubljana.

[Atualizado às 15h28]

Relacionados