O argentino Luciano Benavides fez história no Dakar: estreou-se a ganhar a competição, pela diferença mais curta de sempre, apenas dois segundos sobre o norte-americano Ricky Brabec.
É mesmo uma história das Arábias, um conto de sonhos das mil e uma dunas. O piloto argentino Luciano Benavides, da KTM, venceu a categoria de motos do rali Dakar 2026, depois de uma luta épica com o norte-americano Ricky Brabec, da Honda, que parecia ter a vitória na mão. Mas, no Dakar – como tantas vezes sucede nos ralis – o triunfo só está assegurado depois de cortar a meta na última etapa. E Benavides acabou por vencer o Dakar pela primeira vez na carreira, aos 30 anos, depois de já ter ficado cinco vezes no top-10.
Ricky Brabec partiu para a última etapa, este sábado, com três minutos e vinte segundos de vantagem sobre o argentino. Isso depois de ter havido várias trocas de liderança ao longo da competição, dia após dia.
No entanto, o piloto norte-americano cometeu um erro de navegação na parte final dos 105 km cronometrados da décima terceira etapa - corrida na região de Yanbu, na Arábia Saudita - e deixou escapar o triunfo por entre os dedos, como se fossem grãos de areia.
O fim do Dakar 2026, nesta classe, foi digno de um filme de Hitchcock: Benavides venceu por dois segundos de diferença! Ao todo, somou 49 horas e 41 segundos durante as duas semanas de prova; Brabec fez 49 horas e 43! Falhou assim a terceira conquista do Dakar, depois dos triunfos em 2020 e 2024.
Melhor português: o estreante Martim Ventura
Os pilotos portugueses não conseguiram entrar no top-10 deste Dakar, mas Martim Ventura ficou lá perto. O piloto da Honda, estreante na competição, terminou a prova no 11.º lugar, a mais de quatro horas e meia do vencedor. No entanto, na classe Rally2 (motos menos preparadas) foi terceiro classificado.
Bruno Santos, numa Husqvarna, foi o segundo melhor português, tendo acabado a prova no 17.º lugar da classificação geral das motos. Nuno Silva foi 85.º e Pedro Pinheiro desistiu na sétima etapa.