A maioria mulheres: 27 atletas alvo de abusos online nos Mundiais de atletismo

2 dez 2022, 12:16
Mundiais de atletismo 2022, em Eugene, Oregon

Relatório da World Athletics dá conta de mensagens ofensivas, sobretudo de cariz machista e racista

Um total de 27 atletas, num universo de 461, receberam mensagens ofensivas nas redes sociais, sobretudo de cariz machista e racista, durante os Mundiais de atletismo disputados em julho, em Eugene, Oregon, Estados Unidos. A maioria foram mulheres.

As conclusões foram divulgadas esta sexta-feira, num estudo da World Athletics (WA), numa análise feita através de uma ferramenta que monitorizou as contas nas redes sociais Twitter e Instagram de 461 atletas, alguns dias antes, durante e depois dos Mundiais, que contaram com 1.900 atletas.

De acordo com os resultados, 16 dos 27 atletas que receberam mensagens abusivas nas redes sociais eram mulheres. Dos comentários de ódio, 40 por cento eram de caráter sexista e 20 por cento de cariz machista.

Foram identificadas 59 mensagens discriminatórias, provenientes de 57 autores, tendo o Twitter sido o canal em que os abusos foram mais notados (60 por cento do total de mensagens).

A WA refere que dois atletas – um homem e uma mulher – foram particularmente visados pela «violência digital» e concluiu que a maioria dos comentários é motivada por questões extradesportivas e não pelos resultados na competição.

«Os resultados desta análise são preocupantes, mas é importante sabermos onde e como os nossos atletas são atacados nas redes sociais, para que possamos agir e protegê-los para que tal não volte a acontecer», afirmou o presidente da WA, Sebastian Coe.

O organismo indica que foram analisadas mais de 425 mil mensagens e entende ter o direito de denunciar os autores dos comentários mais violentos às autoridades nacionais, para possíveis processos judiciais.

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