Triunfo por 2-1 ante França, na primeira edição do Campeonato da Europa com equipas de quatro
Portugal sagrou-se, no domingo, campeão europeu de andebol em cadeira de rodas, ao bater a França, por 2-1, na final da primeira edição do Campeonato da Europa com equipas de quatro.
Em Vilnius, na Lituânia, a seleção orientada por Danilo Ferreira impôs-se com os parciais de 7-6, 9-10 e 7-0, num duelo em que João Jerónimo foi o melhor marcador, com 14 golos, mais quatro do que Fatih Cuhadar, o mais concretizador na equipa francesa.
Portugal, que somou cinco vitórias noutros tantos jogos, já tinha derrotado a França na terceira e última jornada do Grupo B da primeira fase, na sexta-feira, por 2-0, o mesmo resultado que obteve diante de Roménia e Espanha, assim como nas meias-finais, disputadas na manhã de domingo, ante a Croácia.
No jogo de atribuição da medalha de bronze, a anfitriã Lituânia venceu a Croácia (2-1).
Portugal qualificou-se também para o Campeonato do Mundo de 2026, no qual foi sétimo colocado na estreia, em 2024, no Egito.
O andebol em cadeira de rodas é jogado à melhor de três parciais entre equipas mistas, com duas partes de dez minutos cada. Na variante com quatro atletas (ACR4), tem de haver, pelo menos, uma mulher em campo a tempo inteiro. Na vertente com equipas de seis (ACR6), Portugal conquistou o Campeonato Mundial e Europeu de 2022, em Leiria, já depois de ter conseguido a medalha de ouro (2018), também como anfitriã, e três de prata (2015, 2016 e 2019) na principal prova continental.
«Fomos uns campeões a sério, quisemos mais»
O selecionador de andebol em cadeira de rodas, Danilo Ferreira, elogiou o espírito de sacrifício de Portugal, após o êxito na primeira edição do Europeu com equipas de quatro.
«Tivemos algum nervosismo à mistura e isso fez com que existisse uma eficácia anormal na nossa equipa. Falhámos muito. Agora, conseguimos não perder a cabeça nem entrar em maluquice porque estava a correr mal. Continuámos a lutar, fomos uns campeões a sério, quisemos sempre, quisemos mais, lutámos mais, jogámos mais, somos melhores», analisou Danilo Ferreira, citado pela Federação de Andebol de Portugal (FAP).
O capitão João Jerónimo admitiu que Portugal complicou a sua tarefa na final, tendo os «nervos e a ansiedade atrapalhado um bocadinho». «Conseguimos ir buscar o primeiro set quando a França pensava que estava ganho. No segundo, continuámos bastante nervosos, com alguma ansiedade a querer finalizar, não tomámos boas decisões no momento certo e perdemos por um ponto. No terceiro, com a exclusão do capitão francês e o desgaste físico, tornou-se ligeiramente mais fácil», disse.