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Sobe para 73 o número de mortos em Moçambique após passagem do ciclone Chido

CNN Portugal , MJC com Lusa
19 dez 2024, 14:54
Efeitos do ciclone Chido em Mayotte (Medecins du Monde via AP)

Há ainda cerca de 600 feridos. Regiões de Cabo Delgado, Nampula e Niassa são as mais afetadas

O número de mortes em Moçambique devido ao ciclone Chido sobe de 45 para 73, de acordo com uma atualização do Instituto de Desastres Naturais de Moçambique, citado pela agência Reuters. Há ainda cerca de 600 pessoas feridas em Cabo Delgado, Nampula e Niassa.

Os dados preliminares divulgados por Bonifácio António, técnico do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), na quarta-feira à tarde indicavam que o Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE) registou pelo menos 50 mortos só no distrito de Mecufi, na província de Cabo Delgado, no norte do país.

“Muitas unidades sanitárias foram destruídas, infraestruturas de serviços públicos, incluindo escolas. O número de mortos pode vir a subir nas próximas horas porque à medida que as equipas fazem buscas vai se tendo novos registos”, apontou Bonifácio António.

Segundo o relatório preliminar das autoridades moçambicanas, com dados de até as 18:00 de terça-feira, um total de 35.689 famílias foram afetadas, o correspondente a 181.554 pessoas.

A passagem do ciclone Chido causou ainda a destruição total ou parcial de 36.207 casas, afetando também 48 unidades hospitalares, 13 casas de culto, 186 postes de energia, nove sistemas de água e 171 embarcações.

O INGD indica ainda que 149 escolas, 15.429 alunos e 224 professores foram afetados pelo mau tempo.

De acordo com um relatório INGD, o ciclone tropical, que se formou em 5 de dezembro no sudoeste do oceano Indício, entrou no domingo pelo distrito de Mecúfi, na província de Cabo Delgado, no norte do país, “com ventos que rondaram os 260 quilómetros por hora” e chuvas fortes.

O ciclone tropical intenso Chido, de escala 3 (1 a 5), atingiu a zona costeira do norte de Moçambique na noite de sábado para domingo, segundo o Centro Nacional Operativo de Emergência (CNOE), mas enfraqueceu para tempestade tropical severa, apesar de ter continuado a fustigar as províncias a norte, com "chuvas muito fortes acima de 250 mm [milímetros]/24 horas, acompanhada de trovoadas e ventos com rajadas muito fortes".

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