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Quando olhar para a Lua nos próximos dias, pense que há quatro seres humanos lá perto

1 abr, 23:35

Emocionante e histórico: depois de dois problemas de última hora, a NASA lançou com sucesso a Artemis II - começou a missão de 10 dias. A Lua é já ali

A agência espacial norte-americana NASA concretizou esta quarta-feira o lançamento histórico da missão Artemis II, o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de cinco décadas. O foguetão SLS, acoplado à nave Orion, levantou voo do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Florida, às 18:35 locais (23:35 em Portugal continental), dando início a uma viagem que deverá durar cerca de dez dias.

Antes do início da missão, o comandante Reid Wiseman, destacou que a equipa e o veículo estavam totalmente preparados, apesar de vários adiamentos nas últimas semanas devido a problemas técnicos e condições meteorológicas. “Estamos prontos para partir, a equipa está pronta para partir e o veículo está pronto para arrancar, mas nem por um segundo tínhamos a expectativa de que o voo seria adiado”, afirmou Wiseman na conferência de imprensa final antes do lançamento.

O lançamento teve de ocorrer num horário muito específico, devido à trajetória cuidadosamente calculada da missão. Caso não tivesse sido possível realizar esta quarta-feira, a NASA tinha disponível uma janela diária até 6 de abril e uma nova oportunidade no final do mês, conforme noticiou a agência France-Presse.

NASA detetou problema minutos antes do lançamento

Poucos minutos antes do levantamento, a NASA revelou que estava a acompanhar um problema não divulgado relacionado com o sistema de terminação de voo do Space Launch System. Esta função, supervisionada pela Space Force, consiste numa autodestruição do foguetão caso este se desvie do trajecto e represente risco para pessoas ou bens.

O sistema de terminação de voo é padrão em todos os foguetões modernos e já foi ativado diversas vezes em protótipos de foguetões, como os da SpaceX, durante testes que não correram conforme o planeado. O seu objetivo é impedir acidentes fatais, assegurando que um veículo descontrolado não se mantém intacto e representa perigo.

Em cenários de emergência, a cápsula Orion dispõe de um mecanismo de aborto que a separaria do foguetão, garantindo a segurança dos astronautas.

Minutos depois deste problema estar resolvido, outro apareceu. A NASA registou algumas leituras de temperatura anormais numa bateria do Sistema de Abortagem de Lançamento (LAS). Embora isso não constituísse um obstáculo ao lançamento, a missão poderia ter sido ser interrompida se o problema fosse detetado durante os momentos finais da contagem decrescente, afirmou o porta-voz da NASA, Derrol Nail, citado pela CNN.

O problema detetado foi rapidamente resolvido, permitindo que o lançamento prosseguisse sem atrasos adicionais e marcando o regresso histórico de astronautas à órbita lunar.

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