Pernas, rostos, seios ou coxas: grupo de condutores de elétricos de Itália partilhava imagens de mulheres pelo Whatsapp

17 jun, 22:31
Elétrico em Milão
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Grupo foi suspenso e já foram realizadas buscas na casa de cinco pessoas. Segundo as investigações, as imagens eram obtidas através de câmaras de videovigilância que estão presentes nos transportes públicos de Milão

Um grupo de condutores de elétricos em Milão foi suspenso devido a uma investigação sobre um grupo de WhatsApp no qual os suspeitos alegadamente enviavam imagens de passageiras do transporte público italiano e realizavam comentários misóginos. Segundo o The Guardian, pelo menos uma pessoa está sob investigação por, segundo a acusação, ter acedido a um sistema informático sem autorização e por ter hackeado o sistema de videovigilância para obter imagens de mulheres.

A ATM, empresa responsável pelo transporte público na cidade, afirmou que “agiu rapidamente e com a máxima atenção para clarificar o episódio, verificar o uso adequado de ferramentas da empresa, proteger consumidores e os milhares de trabalhadores que atuam corretamente todos os dias a servir a cidade”.

Segundo as investigações, os motoristas obtinham imagens das câmaras de videovigilância que estão presentes nos elétricos e as enviavam para um grupo de WhatsApp. Na aplicação de troca de mensagens faziam comentários misóginos sobre as fotos partilhadas, que normalmente continham as pernas, rostos, seios ou coxas das passageiras.

Foram realizadas buscas na casa de cinco trabalhadores. Também foi solicitada a apreensão dos seus telemóveis e outros aparelhos tecnológicos.

De acordo com o Guardian, a situação foi descoberta por uma passageira que observou um condutor a interagir neste grupo de WhatsApp. Ao verificar que as imagens enviadas no aplicativo de mensagem eram retiradas de câmaras de videovigilância, a mulher fotografou a situação e entrou em contacto com uma influente ativista feminista, que fez a denúncia à ATM. Após o caso se tornar público, líderes sindicais garantiram que o “respeito à dignidade humana e à igualdade de género são valores essenciais”.

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