Santos Silva critica declarações de Rui Rio sobre detenção de Rendeiro

Agência Lusa , DCT
13 dez 2021, 18:07
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva

No domingo, Rui Rio questionou o ‘timing’ da detenção do ex-banqueiro numa publicação na sua conta na rede social Twitter

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O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Ausgusto Santos Silva, recomendou esta segunda-feira “sentido de Estado” a todos os líderes políticos, incluindo o “do maior partido da oposição”, quando confrontado com os comentários de Rui Rio à detenção do ex-banqueiro João Rendeiro.

Eu sou ministro do Estado, para além de ser ministro dos Negócios Estrangeiros, portanto tenho especiais responsabilidades em pautar a minha conduta pelo sentido de Estado. E julgo que os líderes políticos, incluindo o líder do maior partido da oposição, devem fazer o mesmo. Nós devemos ser estadistas quando estão em causa questões de Estado”, declarou, em Bruxelas, à margem de uma reunião dos chefes de diplomacia da UE.

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Um dia após o presidente do PSD, Rui Rio, ter sugerido que a realização de eleições legislativas em 30 de janeiro influenciou a detenção de João Rendeiro, no sábado, na África do Sul, Augusto Santos Silva, questionado sobre se esse comentário então representou falta de sentido de Estado, limitou-se a dizer que já tinha respondido à questão.

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“Já respondi à sua pergunta, não tenho mais nada a aconselhar”, declarou.

Rio ironiza e sugere propaganda política: “O azar de João Rendeiro foi haver eleições em janeiro”

No domingo, Rui Rio questionou o ‘timing’ da detenção do ex-banqueiro numa publicação na sua conta na rede social Twitter. “O diretor da PJ [Polícia Judiciária] deu uma conferência de imprensa de manhã. Depois esteve na RTP às 13h, na CMTV às 17h, na CNN às 19h e, exibindo o seu dom da ubiquidade, conseguiu estar às 20h, ao mesmo tempo, na SIC e na TVI. Pelos vistos, o azar de João Rendeiro foi haver eleições em janeiro”, escreveu.

A posição do líder social-democrata diverge dos elogios que foram feitos à Polícia Judiciária (PJ) ao longo do espetro político-partidário, pelo primeiro-ministro, António Costa, pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, pela coordenadora do BE, Catarina Martins, pela direção do Chega e pelo presidente da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo.

Sobre o processo em si, Augusto Santos Silva disse esta segunda-feira esperar que “continue a desenrolar-se no quadro em que se tem desenrolado até agora, isto é, de uma cooperação exemplar entre as autoridades judiciárias dos dois países, Portugal e a República da África do Sul”.

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