REVISTA DE IMPRENSA | Ministro defende ausência de críticas de fundo
O ministro da Economia e Coesão Territorial assegura que apenas 900 milhões de euros dos 22 mil milhões do Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) correspondem a verbas já existentes, rejeitando críticas de falta de “dinheiro fresco”. Em entrevista ao Público, Castro Almeida assegurou que "dos 22 mil milhões, só 900 milhões são reciclados" e que "96% dos recursos financeiros são novos".
Em entrevista, o governante rejeita as críticas da oposição ao plano, garantindo que não incidem sobre o conteúdo.
"Não ouvi a oposição criticar nenhuma das 96 medidas. Nem uma", diz, acrescentando que "quando não se tem críticas de substância, critica-se a forma".
O PTRR prevê um investimento de 22,6 mil milhões de euros, dos quais cerca de 15 mil milhões são públicos e 7,6 mil milhões privados. Parte significativa será aplicada em áreas como redes elétricas e barragens, com o objetivo de reforçar a resposta a futuras calamidades.
Sobre a origem dos fundos, o ministro insiste que se trata de "dinheiro fresco", mesmo quando proveniente de instrumentos já existentes, desde que não estivesse ainda orçamentado. "Apenas 4% dos recursos é dinheiro que já existe e que é desviado para aqui", reforça.
O plano inclui ainda a possibilidade de seguros obrigatórios contra catástrofes. "O caminho a seguir será através do seguro obrigatório", admite, garantindo apoio às famílias com menos recursos.
Castro Almeida defende ainda que o país precisa de uma estratégia de longo prazo, até porque "seria imperdoável andar de calamidade em calamidade sem prevenir o futuro".