António Costa Silva quer acabar com "o síndrome de Portugal dos Pequeninos" no tecido industrial português

20 jun, 16:06

O ministro da Economia considera por isso fundamental o impacto que o Banco de Fomento poderá ter na reconfiguração do tecido das empresas. "Nós somos um país que tem muitas pequenas e microempresas. E com microempresas não vamos dar o salto económico"

Criado em 2020 para apoiar a modernização das empresas e o desenvolvimento económico do país, o Banco Português de Fomento ainda não tem presidente do Conselho de Administração. Uma falha que o ministro da Economia desvaloriza, garantindo que vai ser encontrada uma solução e que ela "vai funcionar".

António Costa Silva descartou assim as críticas de que este mecanismo não estaria a ser bem sucedido, classificando como "dores de parto" os seus problemas, que acabaram por passar para segundo plano perante outras dificuldades impostas pelo contexto económico. "Vai ser um sucesso", garantiu o governante.

Costa Silva falava durante a CNN Portugal Summit no painel "Uma estratégica política para crescer", onde também participaram Paulo Macedo, Presidente da Caixa Geral de Depósitos, Ana Figueiredo, CEO da Altice Portugal e o economista António Nogueira Leite.

Questionado pelo jornalista Anselmo Crespo sobre a dificuldade em arranjar um líder para o banco de fomento, o ministro da Economia começou por dizer que Portugal "é um país de muitos treinadores de bancada" e que "quando é preciso pôr as pessoas dentro do campo para jogarem, é mais difícil", mas acabou por desvalorizar o impasse, sublinhando que a solução vai ser encontrada.

Portugal pode tornar-se uma economia tecnológica?

O ministro da Economia voltou a lembrar as seis alavancas que considera essenciais para o crescimento económico do país, assunto que abordou no seu primeiro discurso na pasta, em Abril.

A primeira alavanca são as "qualificações e competências" e, neste caminho, o país fez uma "trajetória impressionante" desde o fim da ditadura, evolução que o Primeiro-ministro também sublinhou esta manhã.

"Portugal é o 3.º país da União Europeia que mais engenheiros forma", e estes são fundamentais para a "transformação tecnológica", salientou o governante. "Nós estamos a apostar muito na inovação e no desenvolvimento científico e tecnológico."

Como exemplos do caminho que o país já está a trilhar, Costa e Silva lembrou as mais de 2 mil startups instaladas no país, a evolução "extraordinária" das patentes registadas no país e a concentração de unicórnios no país: "das 10 empresas unicórnio que existem no sul da Europa, sete estão em Portugal".

O caminho passa também por "reindustrializar mutios sectores" e também este percurso já foi iniciado. Costa Silva deu como exemplo de uma indústria que já está se está a transformar a metalomecânica, que já está a robotizar-se e a automatizar-se, e referiu como aposta de futuro o campo das biotecnologias marinhas, uma indústria que na Califórnia já gera cem mil milhões de euros em receitas por ano.

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