Ministro da Cultura surfa na Figueira da Foz como prova de que o surf é cada vez mais “um ato cultural nas cidades contemporâneas”

Agência Lusa , FMC
7 set, 18:42
O ministro da Cultura surfa na Figueira da Foz no arranque do festival Gliding Barnacles 2022  (Paulo Novais/ Lusa)

O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, surfou esta quarta-feira na Figueira da Foz, no arranque do festival Gliding Barnacles, que decorre até domingo na Praia do Cabedelo, com mais de 250 participantes de 30 nacionalidades.

Praticante de surf, o governante acedeu ao convite da Associação +Surf, organizadora do evento, para experimentar, pela primeira vez, a onda do Cabedelo, antes de participar numa mesa-redonda para debater a importância dos eventos culturais na promoção do turismo.

“A cultura do surf em muitas partes do mundo é uma alavanca do desenvolvimento equilibrado de muitas comunidades. Aquilo que se tem passado aqui [na Praia do Cabedelo] é também exemplo disso mesmo”, disse aos jornalistas Adão e Silva.

“Este movimento que organiza o [festival] Gliding Barnacles começou por ser um movimento cívico para defender uma onda e alargou o seu espetro de atuação e hoje é também um festival cultural”, sublinhou.

Segundo o ministro da Cultura, “as cidades que têm a sorte de ter uma onda de qualidade, podem ter no surf um fator de desenvolvimento equilibrado, que traz cultura e alarga o período em que as pessoas visitam as cidades”.

“Por definição, o surf é um desporto que se pratica nas margens, entre a terra e o mar, na rebentação, e quem faz surf tende a ser uma pessoa das fronteiras que tem tendência a ser particularmente criativa”, disse Adão Silva, considerando que o surf é cada vez mais “um ato cultural nas cidades contemporâneas”.

Ao longo dos últimos nove anos, o festival “transformou uma cidade costeira periférica no contexto do surf nacional num ponto central internacional da cultura de surf clássico”, frisou à agência Lusa o fundador Eurico Gonçalves, que preside à Associação +Surf.

Durante cinco dias, o surf não é encarado como um desporto, “mas sim como uma expressão criativa e artística”, em que a competição é substituída por “sessões de expressão” não competitivas, partilhando os dias com atividades musicais, artísticas e também gastronómicas.

“O nosso desejo de aproximar o mar à cidade conseguiu transformar a Figueira da Foz num espaço que une, anualmente, os quatro cantos do mundo através da cultura do oceano, da arte, da música e da gastronomia”, frisou Eurico Gonçalves.

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