Luís Neves assume que atrelado foi para empresa de amigo por decisão sua. Agora olha para trás e diz que foi um "ato de extraordinária gestão"

29 jul, 18:40
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Ministro da Administração Interna garante que não havia outra opção atendendo às circunstâncias

Luís Neves considera que foi “um ato de extraordinária gestão” o armazenamento de um atrelado apreendido pela PJ, bem como materiais utilizados no tráfico de droga, num armazém de uma empresa de construção civil.

O ministro da Administração Interna clarificou o tema esta quarta-feira, três semanas após o início das polémicas em torno da sua propriedade em Odemira. Luís Neves afirma que a solução de guardar o atrelado no armazém da Construbarcelos “foi apresentada por um alto quadro da PJ cuja competência e integridade mereciam então e continuam a merecer a minha total confiança”.

“Assumi essa decisão e assumo-a hoje. É uma decisão minha e não dele. Não havia outra opção. Nas circunstâncias existentes naquele momento, foi a decisão adequada e a que melhor protegia os interesses do Estado e que eu voltaria hoje a tomar perante esta informação. Foi um puro ato de boa gestão”, disse o ministro.

Pediam 150 mil euros para destruir este material. Nós não tínhamos cabimentação para o fazer e sabíamos que precisávamos de tempo para baixar o preço desta ação. A recolha deste material em qualquer armazém levar-nos-ia três a quatro mil euros por mês de renda e tínhamos de esperar alguns meses para podermos ter acesso a outro armazém”

O ministro diz que a decisão “poupou ao Estado muito dinheiro” e “permitiu ganhar tempo para encontrar uma solução adequada e sempre em segurança”.
“Este material foi guardado num sítio e num local de segurança. Por isso, a decisão, quando me foi apresentada, é minha, é um ato de extraordinária gestão.

"Assumo igualmente essa decisão. Esta é a verdade”, acrescentou.

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