Luís Neves assume que atrelado foi para empresa de amigo por decisão sua. Agora olha para trás e diz que foi um "ato de extraordinária gestão"
Ministro da Administração Interna garante que não havia outra opção atendendo às circunstâncias
Luís Neves considera que foi “um ato de extraordinária gestão” o armazenamento de um atrelado apreendido pela PJ, bem como materiais utilizados no tráfico de droga, num armazém de uma empresa de construção civil.
O ministro da Administração Interna clarificou o tema esta quarta-feira, três semanas após o início das polémicas em torno da sua propriedade em Odemira. Luís Neves afirma que a solução de guardar o atrelado no armazém da Construbarcelos “foi apresentada por um alto quadro da PJ cuja competência e integridade mereciam então e continuam a merecer a minha total confiança”.
“Assumi essa decisão e assumo-a hoje. É uma decisão minha e não dele. Não havia outra opção. Nas circunstâncias existentes naquele momento, foi a decisão adequada e a que melhor protegia os interesses do Estado e que eu voltaria hoje a tomar perante esta informação. Foi um puro ato de boa gestão”, disse o ministro.
Pediam 150 mil euros para destruir este material. Nós não tínhamos cabimentação para o fazer e sabíamos que precisávamos de tempo para baixar o preço desta ação. A recolha deste material em qualquer armazém levar-nos-ia três a quatro mil euros por mês de renda e tínhamos de esperar alguns meses para podermos ter acesso a outro armazém”
O ministro diz que a decisão “poupou ao Estado muito dinheiro” e “permitiu ganhar tempo para encontrar uma solução adequada e sempre em segurança”.
“Este material foi guardado num sítio e num local de segurança. Por isso, a decisão, quando me foi apresentada, é minha, é um ato de extraordinária gestão.
"Assumo igualmente essa decisão. Esta é a verdade”, acrescentou.
