Esta é a imagem que revela o interior da galera apreendida que acabou na empresa do amigo de Luís Neves
Cada bidão tinha 200 litros de amoníaco utilizado para produzir drogas sintéticas que são vendidas a um preço muito elevado
A TVI/CNN Portugal/Nascer do Sol teve acesso à imagem do conteúdo da galera no momento em que foi apreendida, em 2024, no âmbito da Operação Pacoba, que agora volta a ser notícia por causa da polémica que envolve o atual ministro da Administração Interna, na altura diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Cada bidão continha 200 litros de amoníaco usado para produção de drogas sintéticas que também são vendidas no mercado negro a um preço muito elevado.
Tal como a TVI/CNN Portugal/Nascer do Sol avançou em primeira mão, a galera foi posteriormente transferida, em 2025, para as instalações da Construbarcelos, onde a TVI/ CNN Portugal/Nascer do Sol a filmou no sábado, 11 de julho.
A Polícia Judiciária viria a recuperar o atrelado apenas três dias depois, a 14 de julho, na sequência das diligências entretanto desencadeadas.
O Ministério Público recusa, por agora, atribuir à Polícia Judiciária (PJ) a investigação relacionada com o atrelado encontrado na Construbarcelos, empresa que fez obras numa propriedade do ministro da Administração Interna.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) explicou, em declarações à Lusa, que o inquérito relacionado com os bens apreendidos no âmbito do processo de tráfico de droga denominado ‘Operação Pacoba’ está a cargo do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa
A investigação “encontra-se a cargo do Ministério Público deste departamento e não será, por ora, delegada em qualquer órgão de polícia criminal”, detalhou a PGR.
Além do inquérito aberto pelo Ministério Público, também a PJ anunciou, na passada sexta-feira, que abriu um inquérito sobre o atrelado apreendido num processo de tráfico de droga que foi encontrado atracado a um camião da empresa Construbarcelos.
Segundo a PJ, a direção nacional desta polícia "teve conhecimento de que uma galera apreendida, no âmbito de um inquérito relacionado com o tráfico de estupefacientes, havia sido movimentada e parqueada em Barcelos"
Com esta informação, foi instaurado um inquérito "para apurar as circunstâncias da alegada movimentação, que poderia confirmar a prática de ilícitos criminosos", acrescentou a PJ, confirmando que “a galera se encontrava estacionada em Barcelos, atracada a um camião da empresa Construbarcelos” e que, por se tratar de um bem apreendido, ficou “novamente à guarda da Polícia Judiciária, bem como os produtos que a mesma carregava, esclarecendo-se que estes não têm natureza estupefaciente”.
A polémica relacionada com o ministro da Administração Interna teve início no dia 10 de julho, quando o semanário Nascer do Sol noticiou que o ministro da Administração Interna contratou para remodelar um imóvel que detém em Odemira a empresa Construbarcelos, anteriormente responsável por obras na PJ, quando Luís Neves era diretor nacional.
Segundo a publicação, entre 2020 e 2025, a empresa Construbarcelos recebeu cerca de 1,9 milhões de euros em contratos públicos, valor confirmado dias depois pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à TVI/CNN.
