Covid-19: Marta Temido admite que já foi preciso suspender atividade não-covid

Agência Lusa , BMA
28 dez 2021, 21:34
Ministra da Saúde, Marta Temido (ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA)
Ministra da Saúde, Marta Temido (ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA)

“Em alguns casos foi necessário suspender a atividade assistencial, não está fora de hipótese a necessidade de suspensão de outras linhas", disse a ministra da Saúde

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A ministra da Saúde, Marta Temido, disse esta terça-feira que já foi preciso suspender “em alguns casos” a atividade assistencial não covid-19, admitindo que tal possa voltar a ser necessário.

“Em alguns casos foi necessário suspender a atividade assistencial, não está fora de hipótese a necessidade de suspensão de outras linhas, mas neste momento estamos a tentar equilibrar o melhor possível todas as áreas”, disse Marta Temido, em declarações à agência Lusa no Ministério da Saúde, em Lisboa.

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Questionada sobre o aumento da afluência aos serviços de urgência por parte de doentes com covid-19 e outras doenças numa altura em que os centros de saúde estão com dificuldade em responder aos doentes não-covid, a ministra reconheceu que “é muito difícil encontrar o justo equilíbrio entre tantas necessidades que concorrem umas com as outras”.

“E a circunstância de a Linha Saúde 24 estar neste momento com dificuldades pode dificultar essa gestão de fluxos e, por isso, é que estamos a introduzir medidas na Linha Saúde 24”, adiantou.

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Para evitar a corrida às urgências, a ministra apelou para que as pessoas se “abstenham o mais possível” de contactos evitáveis para se protegerem e para utilizarem as medidas não farmacológicas de proteção.

“Cada caso que é evitado é menos um caso que fica em risco, que gera outros casos e que sobrecarrega o sistema de saúde", disse.

Marta Temido recordou que no dia 26 de dezembro do ano passado, quando se atingiu um pico de casos, o contexto era muito diferente.

“Estávamos em casa, os hospitais estavam parados em termos daquilo que era a sua resposta à procura normal, os centros de saúde estavam parados, não estávamos a vacinar ao ritmo que hoje estamos a vacinar e hoje estamos a fazer um conjunto de atos simultâneos que é muitíssimo mais exigente e, portanto, o sistema está de facto com dificuldades de resposta”, declarou.

Salientou ainda que “todos estão a fazer o melhor possível e todos estão a tentar encontrar as melhores soluções possíveis e todos os meios estão mobilizados” para dar a melhor resposta à população.

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“Acredito também que, como em casos anteriores, isso nos vai permitir ultrapassar esta fase, sendo que hoje dispomos de um aliado extraordinário que é a vacinação e isso vê-se na doença grave, nos óbitos, nas complicações que felizmente são muito inferiores àquilo que tínhamos no final de dezembro do ano passado”, realçou.

Covid-19 já provocou mais de 5 milhões de mortes no mundo

A covid-19 provocou mais de 5,40 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.909 pessoas e foram contabilizados 1.303.291 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

Uma nova variante, a Ómicron, considerada preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 110 países, sendo dominante em Portugal.

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