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Um assalto, cinco detidos, um magistrado a atingir a tiro um dos assaltantes: aberto inquérito ao que se passou em Valença

CNN Portugal , NM com Lusa
15 nov 2024, 15:41
Polícia Judiciária
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Caso está a ser investigado pela PJ

Cinco pessoas foram quinta-feira detidas no âmbito do assalto a uma ourivesaria de Valença que provocou dois feridos e está a ser investigado pela Polícia Judiciária (PJ), depois de um magistrado do Ministério Público ter disparado contra os suspeitos.

Já esta sexta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu instaurar um inquérito tendo em vista “o apuramento da responsabilidade criminal” do magistrado, que, na quinta-feira, atingiu um dos cinco suspeitos de assalto a uma ourivesaria em Valença.

“Sem prejuízo das diligências em curso a cargo da Polícia Judiciária, o apuramento da responsabilidade criminal do magistrado será apreciado em inquérito autónomo a instaurar imediatamente na Procuradoria-Geral Regional do Porto”, adianta a PGR, em comunicado.

A PGR descreve que, no decurso de uma operação de vigilância da GNR, acompanhada do “magistrado titular do processo” e “em circunstâncias que estão a ser investigadas, o magistrado disparou, atingindo o suspeito”.

O homem “está internado nos cuidados intensivos do Hospital de Viana do Castelo”, acrescenta.

De acordo com a PGR, os assaltantes eram cinco e um deles conseguiu fugir, tendo sido detidos os outros quatro.

A PGR explica ainda que a operação de quinta-feira foi desenvolvida “no âmbito de um inquérito-crime a correr termos na comarca de Braga” que levou à investigação de “um grupo de indivíduos”.

Os suspeitos têm “todos nacionalidade estrangeira (entre os quais os detidos no dia de ontem [quinta-feira])” e tinham “como ‘modus operandi’ deslocarem-se a território nacional, em particular na zona Norte do país, para a prática de crimes de furto, com especial incidência a ourivesarias”, acrescenta a PGR.

“Nesta investigação foi recolhida prova indiciária de que o referido grupo se preparava para efetuar novo furto, em ourivesaria na cidade de Valença, pelo que foi montado um dispositivo para controlo dos movimentos do grupo”, esclarece a PGR.

Este dispositivo foi montado “em alguns dos locais que presumivelmente poderiam ser alvo, visando a interceção dos suspeitos em situação de flagrante”.

“O magistrado titular da investigação acompanhou a operação”, afirma a PGR.

A procuradoria diz ainda que, “segundo a informação recolhida até ao momento, o referido grupo, presumivelmente constituído por cinco elementos, dirigiu-se a uma das ourivesarias monitorizadas, sendo seguido pela equipa de investigação e pelo magistrado”.

“Ao contrário do habitual”, os suspeitos “irromperam pelo estabelecimento adentro em horário de funcionamento, tendo consigo armas de fogo e, imediatamente, agrediram com violência os proprietários”, refere a PGR.

A GNR interveio de imediato para “por cobro ao crime, conseguindo um dos suspeitos fugir”.

Na quinta-feira, fonte do Comando Nacional da GNR revelou que foram detidos os suspeitos do roubo a uma ourivesaria de Valença, durante o qual duas pessoas ficaram feridas e que estava a ser investigado pela GNR de Braga e pela Guardia Civil espanhola.

“No âmbito de uma investigação que está em segredo de justiça, foi possível aos militares da estrutura de Investigação Criminal da GNR de Braga surpreender os suspeitos em flagrante delito, no interior da ourivesaria, tendo a GNR procedido à sua detenção”, descreveu a GNR, num esclarecimento enviado à Lusa.

O roubo foi “cometido por cinco indivíduos, possuidores de arma de fogo”, afirmou.

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